- Mark Carney, o primeiro-ministro canadense, afirmou que a Europa pode ser a base para reconstruir uma ordem internacional baseada em regras, sem submeter-se a um mundo mais brutal.
- Ele discursou em Yerevan, na Armênia, durante a reunião da European Political Community, sendo o primeiro líder não europeu a participar do encontro.
- Carney declarou que a ordem internacional será reconstruída a partir da Europa, destacando a defesa de valores e da força do bloco.
- O encontro ocorre em meio a tensões no estreito de Hormuz e a dúvidas sobre o compromisso dos Estados Unidos com a Otan, após anúncio de retirada de tropas da Alemanha.
- Entre os temas discutidos, houve ênfase na necessidade de fortalecer o pilar europeu da Otan, com o presidente francês Emmanuel Macron destacando a confiabilidade europeia e a derisking strategy para reduzir dependência de terceiros.
Mark Carney, primeiro-ministro canadense, afirmou que a Europa pode reconstruir uma ordem internacional baseada em regras, não em confronto. Ele participou do encontro inaugural de um líder não europeu na European Political Community, em Yerevan, Armênia.
Carney afirmou que o mundo não está condenado a tornar-se mais transacional, isolado e brutal. A presença do Canadá no EPC, segundo ele, demonstra que a ordem internacional pode ser reconstruída a partir da Europa e reforçada por seus valores.
O encontro da EPC, oitavo desde a criação do fórum, ocorre em meio a tensões no estreito de Hormuz e dúvidas sobre o comprometimento dos EUA com a OTAN. A reunião é vista como sinal de determinaçao europeia frente a pressões externas.
Em Yerevan, o premiê britânico Keir Starmer destacou que alianças tradicionais enfrentam tensões e podem definir agendas por anos. A avaliação aponta para a necessidade de fortalecer o vínculo entre os países da região diante de incertezas.
O presidente francês Emmanuel Macron ressaltou a confiabilidade europeia e a importância de diversificar dependências, citando riscos de cadeias de suprimento. Ele defendeu uma estratégia de derisco que envolva maior solidariedade e investimento.
O presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy indicou que o verão pode ser decisivo para o país, entre avanços diplomáticos ou continuidade do conflito. Ele pediu manter sanções e participação europeia em negociações.
A chefe da política externa da UE, Kaja Kallas, comentou o possível recuo de tropas dos EUA na Alemanha e reforçou a necessidade de fortalecer o pilar europeu da OTAN. O tema sinaliza realinhamento estratégico na região.
O comunicado também mencionou a retirada de mais de 5 mil soldados dos EUA na Alemanha, tema que gerou apreensão entre europeus sobre a confiabilidade da aliança transatlântica. A discussão envolve prazos e impactos regionais.
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