- A saúde do Líbano informou 60 mortos nos últimos quatro dias em ataques israelenses.
- No domingo, ataques no sul do Líbano deixaram 20 mortos, elevando o total para 60 nesse período.
- Israel afirma mirar o grupo Hezbollah; a organização também atacou com drones e artilharia, e ambos se acusam de violações.
- Entre as vítimas, duas são crianças entre os mortos e 14 são menores entre os feridos.
- Esforços diplomáticos para frear o conflito não obtiveram resultado; Israel mantém ações perto da fronteira e fala em linha amarela, enquanto Hezbollah diz que negociações não trazem ganhos.
O que aconteceu hoje é parte de uma escalada no sul do Líbano, mesmo após o início de um cessar-fogo há pouco mais de duas semanas. Em ataques israelenses, pelo menos 20 pessoas foram mortas neste domingo, segundo o Ministério da Saúde do Líbano. Ao todo, o país registra 60 mortes desde quinta-feira.
O ministro da Saúde do Líbano informou que o total de vítimas inclui civis e combatentes, com dois mortos e 14 feridos sendo crianças. Em resposta, Israel confirmou perdas de 17 soldados nas mesmas quatro dias e acusou o grupo Hezbollah de disparar centenas de foguetes e drones.
Duas frentes de atuação marcam a disputa. O Exército israelense afirma agir contra ataques planejados ou em curso a partir do território libanês, em linha com a linha amarela, faixa de cerca de 10 km da fronteira onde diz manter operações. O Líbano contesta essa leitura e acusa Israel de violações.
O Hezbollah, por sua vez, reconheceu ataques, incluindo drones contra soldados israelenses em Naqoura e tiros de foguete em Qantara, alegando retaliação aos bombardeios israelenses. O grupo também afirmou ter usado drones kamikaze e artilharia.
O governo de Israel enfatiza a necessidade de manter pressões contra o Hezbollah, com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu sinalizando que a ameaça de drones exige tempo para ser contida. Diplomas têm se desdobrado sem avanços práticos até o momento.
Contexto político e diplomático
A mediação americana, com contatos entre Israel e Líbano, não resultou em progressos concretos. O presidente libanês, Jozef Aoun, pediu que Israel cumpra integralmente o cessar-fogo antes de novas negociações.
Líder do Hezbollah, Nayim Kassem, descreveu as negociações como sem resultados, avaliando-as como favoráveis a Netanyahu e a Donald Trump, e desvalorizando o processo de negociação direta.
Dados oficiais apontam que, desde 2 de março, o conjunto da violência no Líbano ultrapassa 2.600 mortos. Um membro do Hezbollah disse à BBC que o número de combatentes mortos está abaixo de 1.000.
fonte: autoridades locais e declarações oficiais destacam que ainda não houve confirmação independente de todos os números, e as partes mantinham as respectivas leituras sobre culpabilidades e violações.
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