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Reparar vazamentos de metano elevaria estoques de energia, aponta relatório

Análise da Agência Internacional de Energia aponta que reduzir vazamentos de metano no setor de energia pode liberar até 200 bcm de gás natural por ano

Tackling the emissions could make billions of cubic metres of gas available to international markets, a top priority.
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  • A Agência Internacional de Energia aponta que as emissões de metano no setor de energia ficaram perto de recorde em 2025.
  • Abater as emissões poderia liberar até 200 bcm de gás natural por ano para mercados internacionais, conforme o relatório global sobre metano.
  • Se países com capacidade de exportação ociosa adotarem medidas de abatimento, até 15 bcm de gás poderiam ficar rapidamente disponíveis.
  • A longo prazo, tais medidas poderiam entregar quase 100 bcm por ano, além de liberar mais 100 bcm ao eliminar a queima de gás não emergencial.
  • O relatório, com dados de satélite e campanhas de medição, também analisa custos e diferentes estratégias de abatimento; o estudo cita mega-vazamentos ao redor do mundo, com Turcomenistão entre os principais, e casos nos Estados Unidos.

O relatório da Agência Internacional de Energia (AIE) revela que as emissões de metano no setor de energia permaneceram próximas dos níveis recordes em 2025. A análise indica que a redução dessas emissões poderia liberar volumes significativos de gás natural para mercados internacionais, diante da pressão por segurança de suprimentos em meio a conflitos na região. Estima-se que medidas de abate simples já poderiam ampliar o fornecimento de gás.

Segundo o estudo, adotando tecnologias e práticas de mitigação, cerca de 200 bilhões de metros cúbicos de gás natural poderiam ficar disponíveis anualmente. Países com capacidade exportadora ociosa e importadores dispostos a usar medidas de abate teriam potencial para liberar rapidamente até 15 bilhões de m³. A longo prazo, o total poderia chegar a 100 bilhões de m³ por ano, com a eliminação de queima de gás não emergencial agregando mais 100 bilhões de m³.

Panorama global

O relatório utiliza dados de satélites e campanhas de medição para mapear as emissões em 2025 e avaliar custos de diferentes medidas de abatimento. Em março, análise anterior já havia apontado mega-escapes em várias regiões, com destaque para instalações no Turcomenistão dominando uma lista mundial.

Casos marcantes mostram plumas de alta intensidade também nos EUA, com o maior escape registrado no Texas, liberando até 5,5 toneladas de metano por hora. Outros países com múltiplos mega-escapes incluem Venezuela e Irã, todos associados a instalações estatais.

Desafios e comorbidades

Além de instalações industriais, o estudo reforça que áreas de gestão de resíduos em aterros sanitários também apresentam emissões expressivas, especialmente quando o manejo é inadequado. As regiões com os piores indicadores vão de Turqumanistão a Turquia, Argélia e Malásia, entre outras, segundo a análise.

O relatório também aponta declarações de autoridades turcas, que afirmaram ter reduzido megafugas de metano em 2024, com supostos avanços em controle e reparos locais em curto prazo. Apesar dessas alegações, a avaliação do estudo indica continuidade de emissões relevantes em várias operações.

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