- Pesquisa do Real Time Big Data, divulgada nesta terça-feira, aponta Flávio Bolsonaro (PL) à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno, com resultados dentro da margem de erro.
- A sondagem ouviu 2.000 pessoas entre 2 e 4 de maio, tem margem de erro de dois pontos percentuais e confiança de 95 por cento.
- Lula empata com Ciro Gomes e vence Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Renan Santos em cenários isolados.
- O cientista político Bruno Soller afirma que os dados refletem uma polarização consolidada desde a eleição de 2022, com governo Lula mal avaliado influenciando o cenário.
- Ele aponta que possíveis medidas como o Desenrola Brasil e a jornada de trabalho 5×2 podem deixar Lula mais competitivo, enquanto partidos de oposição tentam se posicionar diante do petismo.
O instituto Real Time Big Data divulgou, nesta terça-feira (5), a pesquisa eleitoral para 2026. Em cenários de segundo turno, Flávio Bolsonaro (PL) aparece à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), dentro da margem de erro. O levantamento ouviu 2.000 pessoas entre 2 e 4 de maio, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
Em outros cenários, Lula empata com Ciro Gomes (PSDB) e vence Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão). Os dados apontam polarização expressiva desde a eleição de 2022, segundo especialistas ouvidos pela reportagem.
Análise da polarização e avaliação do governo
Bruno Soller, cientista político e sócio da Real Time Big Data, afirma que o resultado reflete uma polarização consolidada e um governo Lula mal avaliado, o que torna a reeleição difícil no momento. Ele indica que a percepção sobre Jair Bolsonaro reduz o apoio a candidatos ligados ao governo anterior.
Segundo o pesquisador, a rejeição a Flávio Bolsonaro está associada à relação com o pai, Jair Bolsonaro, e ao que o governo dele representou para parte do eleitorado. A avaliação de Lula caiu no início do ano, mas ações como o Desenrola Brasil e a discussão sobre a jornada de trabalho podem oferecer estímulos.
Soller destaca que, fora Ciro Gomes, as demais candidaturas tendem a atrair eleitorado de oposição ao petismo. O desafio para esses candidatos é se diferenciar entre si, mantendo uma posição firme contra o governo Lula.
O especialista conclui que o momento atual leva os eleitores a avaliar o que está posto: quando o governo Lula é mais rejeitado do que aprovado, nomes que se opõem a ele tendem a ter maior viabilidade.
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