- A pastora Helena Raquel, líder da Assembleia de Deus Vida na Palavra (ADVIP), afirmou que a fé não pode servir de escudo para criminosos durante o 41º Congresso Internacional de Missões dos Gideões Missionários da Última Hora, em Camboriú, Santa Catarina.
- Ela orientou vítimas de violência doméstica e de pedofilia a procurar delegacias ou pessoas de confiança e a romper o ciclo de violência, sem acreditar em pedidos de desculpas.
- Raquel disse que priorizar a própria segurança não é egoísmo nem rompe com a espiritualidade, reforçando que a vida é um presente de Deus.
- A pastora criticou a transferência de agressores entre comunidades para ocultar delitos, citando o termo “pedófilo de paróquia”.
- Ela afirmou que 42% das mulheres evangélicas já sofreram violência e destacou a necessidade de ações institucionais para enfrentar abusos.
Um vídeo da pastora Helena Raquel ganhou grande repercussão nas redes sociais ao abordar violência contra a mulher e casos de pedofilia dentro de comunidades religiosas. A fala ocorreu no sábado (2 mai 2026), durante o 41º Congresso Internacional de Missões dos Gideões Missionários da Última Hora, em Camboriú (SC).
Raquel, líder da ADVIP (Assembleia de Deus Vida na Palavra) de Queimados (RJ), afirmou que a fé não pode servir de escudo para criminosos. Ela orientou vítimas a buscar apoio em delegacias e pessoas de confiança, reforçando a necessidade de romper ciclos de violência.
A pastora também enfatizou que priorizar a própria segurança não é egoísmo nem ruptura com a espiritualidade. Ela apontou que a vida é um presente de Deus e pediu coragem para abandonar estruturas abusivas sem abandonar a fé.
Contexto do discurso
Durante a fala, Helena Raquel mencionou que uma parcela relevante de mulheres evangélicas já enfrentou violência, destacando a responsabilidade institucional das lideranças. Ela incentivou que pessoas afetadas procurem espaços seguros e pessoas de confiança para encaminhar denúncias e proteção.
A líder criticou a prática de transferir agressores entre comunidades para encobrir delitos, ao citar situações de abuso que permanecem ocultas. Ela reforçou que a convivência com abusos não deve ser tolerada em nome da igreja.
Implicações para as fiéis
Raquel afirmou que deixar igrejas associadas a abusos não equivale a abandonar Cristo e reforçou a ideia de que fé não deve tolerar violência. Ela defendeu rompimento com estruturas permissivas e enfatizou a importância da autorresponsabilidade na proteção da própria vida.
A fala foi apresentada como uma denúncia profética sobre o tema, com a conclusão de que o combate à violência precisa ocorrer de forma firme dentro das comunidades religiosas. A apoiadora confirmou a necessidade de mudanças institucionais para reduzir casos de violação.
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