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Aramco e Adnoc enviam petróleo por Hormuz apesar da pressão do Irã, dizem fontes

Aramco e Adnoc continuam a transportar petróleo por Ormuz, mesmo com pressão do Irã, mantendo o fluxo global, porém com risco elevado e custos maiores

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  • Aramco e Adnoc estariam entre as empresas que seguem movendo petróleo pelo Estreito de Ormuz, mesmo com a pressão do Irã para fechar a passagem.
  • Os fluxos continuam, mas em apenas uma fração do que era antes do fechamento, com parte da oferta chegando aos mercados globais.
  • Navios específicos citados incluem o Basrah Energy, que deixou o Golfo com carga de Zirku em 17 de abril e transferiu para o Maran Mars, próximo ao caminho para a China; e o Fujairah Energy, ainda parado no Golfo.
  • O Irã intensificou ameaças e realizou ataques; houve ainda momentos de navegação com transponders desligados para evitar detecção.
  • Dados de rastreamento indicam que o fluxo de petróleo bruto não iraniano por Ormuz caiu para cerca de 500 mil barris por dia desde março, bem abaixo da média de 13,6 milhões de barris por dia nos dois meses anteriores ao conflito; várias embarcações seguem operando sob maior risco.

Aramco, estatal da Arábia Saudita, e Adnoc, dos Emirados Árabes, continuam movimentando petróleo bruto pelo Estreito de Ormuz mesmo com as ameaças do Irã. As informações são de fontes familiarizadas com o assunto ouvidas pela Bloomberg News. As empresas não comentaram oficialmente.

O estreito está fechado desde o início de março, mas parte da oferta global ainda chega aos mercados. A atividade de Aramco e Adnoc demonstra que há volumes em trânsito, apesar dos riscos e das tarifas elevadas para atravessar a região.

Two ships and transfers

Entre 17 de abril e maio, a Adnoc enviou cargas de petróleo bruto da ilha Zirku, perto de Fujairah, com transponder desligado. O Basrah Energy deixou o Golfo em 17 de abril e transferiu carga para o Maran Mars, próximo a Sohar, na trilha para a China. Não fica claro quem fretou o navio a Basrah Energy.

O Fujairah Energy, outro petroleiro, estava ancorado no Golfo até quinta-feira, com metade da capacidade ocupada por petróleo da Zirku. A gestão de fretamento aponta para operações vinculadas à Adnoc. A empresa pode estar aguardando mais petróleo para sair do Golfo.

A Sinokor, grupo sul-coreano, controla esses navios e tem atuado no Golfo Pérsico desde o início do conflito, cobrando fretes elevados. Dados de rastreamento indicam que transponders permanecem desligados em várias travessias.

Contexto e impactos

Ao longo da semana, houve ataques na região do Golfo e drones iranianos atingiram o Barakah, da Adnoc Logistics & Services, ao sul de Omã. As transições acontecem com navios-tanque mantendo operações arriscadas e rotas alternativas para reduzir a exposição.

No porto de Hamriyah, nos Emirados, movimentações de combustíveis em terra foram registradas, com derivados sendo transferidos para navios-tanque e saindo do Golfo. Dados de navegação indicam operações de carregamento entre março e maio.

Dados de rastreamento indicam que, desde o início do conflito, o fluxo não iraniano pelo estreito caiu para cerca de 500 mil barris por dia, bem abaixo da média de 13,6 milhões de barris/dia antes da guerra. O uso de transponders desligados é uma prática comum para evitar detecção.

Observações adicionais

Entre 25 navios envolvidos, muitos são VLCCs com capacidade para cerca de 2 milhões de barris cada. A maior parte das cargas parece ter origem no petróleo bruto, com algumas operações de transferência de carga entre navios para contornar restrições.

A Reuters já havia reportado exportações recentes da Adnoc pelo estreito. Em paralelo, outras empresas também operam sob esse cenário, buscando manter fluxos de petróleo apesar das dificuldades logísticas e do ambiente de tensão na região.

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