O presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, também conhecido como Chorão, alertou para a possibilidade de uma greve nacional de caminhoneiros caso o Senado não vote a MP do Frete. O texto perde a validade no dia 16 de julho. A medida provisória, que endurece a fiscalização do piso […]
O presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, também conhecido como Chorão, alertou para a possibilidade de uma greve nacional de caminhoneiros caso o Senado não vote a MP do Frete. O texto perde a validade no dia 16 de julho.
A medida provisória, que endurece a fiscalização do piso mínimo do frete e altera as regras para o transporte rodoviário de cargas, está parada no Senado há três semanas, após ser aprovada pela Câmara dos Deputados.
Em manifestações enviadas à imprensa, Landim cobrou que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), paute a matéria no plenário e afirmou que a categoria está indignada com a demora na votação. Segundo ele, Alcolumbre será responsabilizado por uma eventual paralisação dos caminhoneiros.
O que diz a MP do Frete
A MP do Frete foi editada pelo governo federal em março para reforçar a fiscalização do piso mínimo do frete rodoviário. O texto exige o registro das operações pelo Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) e prevê punições para quem pagar frete abaixo do valor mínimo fixado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
Aprovada pela Câmara dos Deputados em 17 de junho, a proposta também anistia caminhoneiros, motoristas e empresas de transporte multados por participar de bloqueios de rodovias após as eleições de 2022. O trecho foi incluído pelo relator, deputado Zé Trovão (PL-SC).
O texto ainda institui piso salarial de R$ 5 mil para motoristas em operações de longa distância. Se não for votada pelo Senado até 16 de julho, a MP perde a validade.
Peso do transporte rodoviário no Brasil
O transporte rodoviário de cargas responde por cerca de 65% do total transportado no Brasil, segundo estudo divulgado pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) em março. O levantamento também mostra que o setor de transporte autônomo de cargas conta atualmente com mais de 769 mil veículos.
Os dados reforçam a dimensão de uma eventual paralisação da categoria. O estudo analisou mais de 1,4 milhão de avaliações veiculares realizadas entre 2022 e 2025, cobrindo 207.827 veículos pesados em todo o país.
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