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Big techs investem US$ 725 bilhões em IA

Big techs investirão US$ 725 bilhões em infraestrutura de IA em 2026, alta de 77% ante 2025, tornando o capex o principal termômetro de Wall Street

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  • Em 2026, Amazon, Alphabet, Meta e Microsoft vão gastar juntos US$ 725 bilhões em infraestrutura de IA, alta de 77% frente ao recorde de US$ 410 bilhões de 2025.
  • A Amazon lidera com US$ 200 bilhões; Alphabet fica entre US$ 175 bilhões e US$ 185 bilhões; Meta between US$ 115 bilhões e US$ 135 bilhões; e Microsoft, pelo menos US$ 120 bilhões (capex total previsto de até US$ 190 bilhões).
  • Cerca de setenta e cinco por cento do capex agregado será destinado à IA, equivalente a aproximadamente US$ 450 bilhões em chips, servidores e data centers.
  • Incluindo Oracle, os cinco maiores provedores de infraestrutura de nuvem e IA dos EUA comprometem entre US$ 660 bilhões e US$ 690 bilhões em 2026; analistas projetam cerca de US$ 7,6 trilhões em investimentos entre 2026 e 2031 para computação, data centers e energia.
  • O retorno ainda não é claro: Meta e Microsoft apresentam desempenho ainda mais desafiador de IA em escala; Copilot soma 20 milhões de assentos pagos, e o Azure cresceu 40%, mas a adoção de IA no Microsoft 365 ainda é limitada.

As grandes empresas de tecnologia anunciaram investimentos recordes em infraestrutura de IA para 2026. Amazon, Alphabet, Meta e Microsoft devem somar cerca de US$ 725 bilhões, alto de 77% frente aos US$ 410 bilhões de 2025, segundo balanços do 1º trimestre compilados pelo Financial Times.

A projeção reforça a mudança no setor: o capex em IA passou a ser um indicador-chave do compromisso com a corrida tecnológica. Wall Street acompanha esse gasto como referência de estratégia, acima de lucro ou receita em teleconferências.

A Amazon lidera com cerca de US$ 200 bilhões aprovados para 2026. A Alphabet aparece entre US$ 175 bilhões e US$ 185 bilhões. Meta estima between US$ 115 bilhões e US$ 135 bilhões, enquanto Microsoft aponta no mínimo US$ 120 bilhões, já revisado para cima pelo desempenho divulgado.

A corrida dos bilhões

Incluindo a Oracle, os cinco maiores provedores de infraestrutura de nuvem e IA dos EUA se comprometem entre US$ 660 bilhões e US$ 690 bilhões em 2026, quase dobrando 2025, aponta a Futurum Research. O Goldman Sachs projeta cerca de US$ 7,6 trilhões em investimentos entre 2026 e 2031, apenas para computação, data centers e energia.

As empresas mantêm planos distintos: Microsoft investe pesado na parceria com a OpenAI para o ChatGPT, impulsionando o Copilot e o Azure. A Alphabet aposta no Gemini, modelo de linguagem integrado a Search, Gmail, Workspace e Android. A Meta foca no Llama, linguagem de código aberto, sem nuvem própria para monetizar a infraestrutura.

O que cada empresa está construindo

O Copilot já soma mais de 20 milhões de assentos pagos no Microsoft 365, segundo a GeekWire. A Microsoft reporta IA com receita anualizada de US$ 37 bilhões, alta de 123% frente ao ano anterior, incluindo Azure e produtos proprietários.

O Azure registrou crescimento de 40% no trimestre recente, com a receita de nuvem total atingindo US$ 54,5 bilhões. A Alphabet viu o segmento de nuvem crescer 63% no 1º trimestre, com lucro líquido 81% maior, sinalizando geração de receita pela IA.

A Meta, sem nuvem para monetizar diretamente, investe no Llama 4, com versões Scout, Maverick e Behemoth, voltadas a aplicações em texto, imagem e vídeo. Em 2025, o Llama alcançou mais de 1 bilhão de downloads.

Custos sobem e caixa encolhe

Cerca de 75% do capex agregado dos hyperscalers para 2026 é destinado a IA — cerca de US$ 450 bilhões em chips, servidores e data centers, segundo a CreditSights. Memória de alto desempenho elevou custos; a Microsoft atribuiu US$ 25 bilhões a esse fator.

A Meta revisou sua previsão para cima em US$ 10 bilhões devido a memórias mais caras. A produção de memória NAND pode aumentar entre 70% e 75% no 2º trimestre de 2026, diante de contratos já firmados para o ano.

O caixa que encolhe

O fluxo de caixa livre das grandes empresas está no menor nível em mais de uma década. A Pivotal Research prevê queda de quase 90% no free cash flow do Alphabet em 2026, para US$ 8,2 bilhões, ante US$ 73,3 bilhões em 2025.

Para cobrir o desequilíbrio entre geração de caixa e gastos, as big techs emitiram cerca de US$ 100 bilhões em dívida somente em 2026. Investidores passaram a exigir proteção adicional via Credit Default Swaps, diante do maior nível de endividamento.

Retorno ainda não chegou

Nenhum hyperscaler mostrou retorno positivo imediato sobre o capex em IA em escala. A Meta é apontada como a mais cobrada pelos investidores, com planos de gastar entre US$ 125 bilhões e US$ 145 bilhões em 2026, após US$ 72 bilhões em 2025.

A Microsoft enfrenta desafio semelhante: o Copilot tem adoção menor que o esperado, e a participação de assinantes pagos de IA nos EUA caiu nos últimos meses, segundo fontes da Tech Insider. O Azure, porém, mantém crescimento robusto.

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