- BTG Pactual alerta que a função de reação do Banco Central ficou mais difícil de inferir.
- Economistas Tiago Berriel e Iana Ferrão dizem que o julgamento qualitativo ganhou peso no processo de decisão, com menos sinalização pelas projeções.
- O efeito é maior percepção de incerteza sobre os próximos passos da política monetária.
- Segundo o BTG, se o IPCA convergir para a meta de 3% no horizonte relevante com o câmbio no nível atual, não haveria espaço para novos cortes da Selic.
O BTG Pactual avalia que a função de reação do Banco Central (BC) na condução da taxa Selic está menos previsível. Economistas Tiago Berriel e Iana Ferrão destacam que o julgamento qualitativo ganhou peso, com menos sinalização futura por meio das projeções do Copom.
Segundo a leitura dos especialistas, a clareza sobre a linha de atuação do BC ficou mais difícil de inferir. O analista vê um efeito direto disso na compreensão do mercado sobre os próximos movimentos da política monetária.
A avaliação aponta risco de desancoragem adicional das expectativas, caso o IPCA converja para a meta de 3% com o câmbio no nível atual. Nesse cenário, o espaço para novos cortes da Selic seria considerado inexistente pelo BTG.
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