- O jornalista esportivo Lucas Strabko, o Cartolouco, é acusado de violência doméstica por uma terceira mulher; o caso tramita em segredo de justiça em São Paulo, com investigação iniciada em março.
- Em 2023, uma ex-companheira também teve medida protetiva expedida contra ele.
- A coluna teve acesso a relatos de um relacionamento anterior marcado por abuso; 11 pessoas, incluindo a vítima, foram ouvidas sob anonimato.
- Segundo testemunhos, houve violência física e psicológica, com episódios de agressões durante a relação no Rio de Janeiro, além de ameaças e controle sobre a vítima.
- Amigos e colegas relatam que o ambiente era abusivo, com afastamento da vítima de amigos e familiares, impactos psicológicos graves e traumas relatados pela vítima.
O jornalista esportivo Lucas Strabko, conhecido como Cartolouco, é mais uma vez alvo de acusações de violência. Ele é investigado desde março pela Polícia Civil de São Paulo por lesão corporal qualificada, violência psicológica, injúria e dano. O caso tramita em segredo de Justiça. Em 2023, uma ex-companheira teve medida protetiva expedida contra o influenciador.
A reportagem teve acesso a informações sobre um relacionamento anterior marcado por abuso. Onze pessoas, entre elas a vítima, foram ouvidas sob anonimato. Uma amiga afirmou ter medo das represálias de Strabko caso fosse revelado o que ocorria.
Outras testemunhas relataram ameaças após uma matéria do UOL, publicada em 2020. Na época, Strabko integrava o programa A Fazenda; os pais dele buscaram a mãe da ex-nora em processo por calúnia, oferecendo pagar cinco anos de terapia em troca de silêncio. Ela recusou e se mudou para outro país.
Vários relatos descrevem episódios de violência durante o relacionamento. Maria, a vítima, relatou períodos de agressões quase diários após a transferência de Strabko da Globo em São Paulo para o Rio de Janeiro. Ela descreveu arremessos de objetos, empurrões e chutes, além de humilhações e isolamento social.
Hematomas e marcas constantes também foram mencionados por amigas e colegas da vítima. Em relatos, Strabko aparece como controlador, com agressões que incluíram xingamentos e desvalorização da vítima, além de impedir contatos com amigos e familiares.
Segundo relatos, o período mais intenso ocorreu no Rio de Janeiro, com violência física e psicológica. A testemunha afirmou que o relacionamento gerou um ambiente de medo entre o círculo próximo da vítima, que chegou a se afastar de várias pessoas.
A vítima chegou a relatar episódios na praia e situações de controle extremo, como o monitoramento de comportamentos e a tentativa de impor decisões. Amigos próximos indicaram que o relacionamento deteriorou-se de forma gradual, culminando em distância entre o grupo e a vítima.
Ainda de acordo com as fontes, outras amigas pensaram em denunciar Strabko durante a época da faculdade, mas temeram retaliações. Uma pessoa próxima relatou que Maria chegou a apresentar crises de depressão e pânico, com sequelas emocionais duradouras.
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