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Fintech de ex-jogador da seleção de vôlei fica offline

Fintech de ex-jogador da seleção brasileira de vôlei fecha operações, bloqueia app e site, deixando dois mil setecentos clientes sem acesso a R$ 850 milhões

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  • A fintech Naskar Gestão de Ativos teve o acesso ao aplicativo bloqueado e o site sejanaskar.com.br saiu do ar, deixando clientes sem informações sobre os investimentos.
  • A empresa tinha cerca de 2,7 mil clientes e, segundo a fonte, reunia um patrimônio de aproximadamente R$ 850 milhões.
  • Os sócios são Rogério Vieira, Marcelo Lirano Arantes e Maurício Volpato, ex-jogador da seleção brasileira de vôlei conhecido como Maurício Jahu.
  • A Naskar captava recursos por meio de contratos de mútuo, prometendo ganhos entre 1,5% e 2% ao mês, e chegou a distribuir rendimentos mensais até este mês; há suspeita de que a conta corrente tenha sido encerrada por suspeita de lavagem de dinheiro.
  • O grupo Nexco ajuizou ação contra a empresa, e a Associação Brasileira dos Assessores de Investimentos (ABAI) informou acompanhar o caso, destacando riscos de fraudes em produtos sem transparência e lastro claro.

A fintech Naskar Gestão de Ativos ficou fora do ar após uma série de reclamações de investidores. O acesso ao aplicativo foi bloqueado e o site sejanaskar.com.br ficou indisponível, deixando clientes sem informações sobre os rendimentos prometidos.

Segundo fontes próximas ao caso, a empresa contava com cerca de 2,7 mil clientes e teria reunido um patrimônio de aproximadamente R$ 850 milhões. Os sócios são Rogério Vieira, Marcelo Lirano Arantes e Maurício Volpato, ex-jogador da Seleção Brasileira de Vôlei, conhecido como Maurício Jahu, hoje apresentador de TV.

A Naskar atua com contratos de mútuo, captando recursos de clientes sem atuação regulada. Embora o marketing mencione o Naskar Bank, a empresa não opera sob supervisão da CVM ou do BC. A comunicação divulgada pela fintech não esclarece as motivações da interrupção dos pagamentos.

A empresa informou que iniciou um processo interno de auditoria após identificar inconsistências em sua base de dados. Equipes técnicas trabalham na revisão para assegurar segurança e precisão das informações, com atualização prevista para breve, segundo nota enviada pela Naskar.

A operação envolve, segundo fontes, um modelo de remuneração mensal de 1,5% a 2% ao mês, considerado acima de parâmetros do mercado regulado. O rendimento distribuído mensalmente seria interrompido neste mês, e uma possível hipótese envolve o encerramento da conta corrente por suspeitas de lavagem de dinheiro.

O grupo Nexco, que atua com crédito, venda de consórcios e seguros, ajuizou ação contra a Naskar. A defesa cita crise de confiança e a indisponibilidade da operação como motivos para buscar tutela judicial e esclarecer os direitos dos clientes. O escritório de advocacia representa parte dos clientes envolvidos.

Perfil, riscos e vigilância

A Naskar afirma que os contratos firmados são de mútuo, ou seja, empréstimos com prazos e remuneração pactuados. Não se trata de instituição financeira regulada. A Nexco ainda aponta que o valor comprometido pela parceria soma R$ 288 milhões.

A ABAI acompanhou o caso com preocupação, destacando padrões comuns em fraudes contra investidores. A entidade ressalta a falta de transparência sobre riscos e a atuação de intermediários sem vínculos regulatórios, além da promessa de retornos fixos elevados.

Profissionais habilitados e vinculados a escritórios registrados devem oferecer transparência sobre riscos, remuneração e conflitos de interesse. A ABAI reforça que produtos sem explicação clara sobre lastro, liquidez e estrutura de remuneração não devem ser recomendados.

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