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Preços globais de alimentos sobem em abril para nível de três anos, diz FAO

FAO aponta alta de preços globais de alimentos em abril, maior há mais de três anos, impulsionada por óleos vegetais pela guerra no Irã e pelo estreito de Ormuz

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  • O Índice de Preços de Alimentos da FAO subiu 1,6% em abril, alcançando 130,7 pontos, o maior nível desde fevereiro de 2023.
  • Os preços dos óleos vegetais subiram 5,9% no mês, atingindo o maior valor desde julho de 2022, devido a custos de energia e demanda por biocombustíveis.
  • Os preços dos cereais subiram 0,8% em abril em relação a março, com altas moderadas para trigo e milho e fatores como clima, fertilizantes e demanda por biocombustíveis.
  • Os preços da carne avançaram 1,2% em abril, em meio a recorde devido à disponibilidade limitada de gado para abate no Brasil; o açúcar caiu 4,7% com expectativa de oferta forte no Brasil, China e Tailândia.
  • A FAO elevou ligeiramente a estimativa de produção global de cereais para 2025, para 3,040 bilhões de toneladas, 6% acima de 2024.

A FAO informou que os preços mundiais de alimentos subiram em abril, atingindo o nível mais alto em mais de três anos. O movimento foi puxado por óleos vegetais, afetados pela guerra no Irã e pelo fechamento do Estreito de Ormuz. A alta ocorreu apesar da resiliência observada no setor de cereais.

Segundo o relatório da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, o Índice de Preços de Alimentos da FAO alcançou 130,7 pontos em abril, alta de 1,6% ante março. O índice está no maior nível desde fevereiro de 2023.

O economista-chefe Máximo Torero destacou que custos de energia elevam a demanda por biocombustíveis derivados de plantas oleaginosas, elevando os preços dos óleos. Mesmo assim, os cereais registraram ganho moderado.

Desempenho por grupo

Os preços dos óleos vegetais subiram 5,9% de março para abril, atingindo o maior valor desde julho de 2022. Alta é impulsionada pela soja, girassol, óleo de colza e palma, este último favorecido por políticas de biocombustíveis.

Os cereais avançaram apenas 0,8% no mês, com elevações moderadas para trigo e milho. Fatores como clima, fertilizantes mais caros e maior demanda por biocombustíveis contribuíram para o movimento.

A carne registrou aumento de 1,2% em abril, com recordes históricos devido à limitação de gado pronto para abate no Brasil. O açúcar caiu 4,7% ante março, refletindo oferta mais ampla no Brasil, China e Tailândia.

Perspectivas e dados adicionais

A FAO elevou ligeiramente a projeção de produção global de cereais em 2025 para 3,040 bilhões de toneladas, cerca de 6% acima de 2024. A agência ressalta incertezas climáticas e dinâmicas de fertilizantes.

A projeção de plantio de trigo em 2026 aponta redução, já que agricultores migram para culturas menos dependentes de fertilizantes. Análise reforça vulnerabilidade dos estoques diante de choques energéticos e de insumos.

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