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Renda per capita chega a R$ 2.264 em 2025, mas desigualdade aumenta

Renda média per capita atinge recorde de R$ 2.264 em 2025, mas desigualdade sobe levemente, com ganhos maiores entre os mais ricos

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  • A renda média real domiciliar per capita no Brasil ficou em 2025 em R$ 2.264, alta de 6,9% ante 2024, com melhora em todas as faixas de renda.
  • O índice de desigualdade subiu levemente, indo de 0,504 em 2024 para 0,511 em 2025, ainda abaixo do nível de 2019.
  • Os 10% mais ricos tiveram ganho de 8,7% (R$ 9.117 por pessoa na família); o 1% mais rico chegou a R$ 24.973, 9,9% acima de 2024.
  • Os 10% mais pobres viram a renda média subir 3,1%, para R$ 268 mensais (equivalente a R$ 8,93 por dia).
  • O contingente com alguma renda atingiu 143 milhões de pessoas em 2025, e houve recuo no número de domicílios com Bolsa Família (17,2%), apesar de aumento relativo de outros componentes de renda.

O rendimento mensal real domiciliar per capita no Brasil atingiu 2.264 reais em 2025, alta de 6,9% frente a 2024. Houve melhoria em todas as faixas de renda, mas a desigualdade registrou leve alta após recuo em 2024. O mercado de trabalho aquecido e juros elevados teriam favorecido especialmente os rendimentos de camadas mais altas.

A renda dos 10% mais pobres subiu 3,1% em 2025, para 268 reais por mês, já descontada a inflação. Por outro lado, os 10% mais ricos tiveram ganho de 8,7%, chegando a 9.117 reais por pessoa na família. Entre os 1% mais ricos, a renda per capita foi de 24.973 reais, alta de 9,9%.

A massa de rendimentos, de forma agregada, chegou a 481,389 bilhões de reais em 2025, aumento de 7,3% em relação a 2024. O rendimento médio mensal real habitualmente recebido de todos os trabalhos ficou em 3.560 reais, alta de 5,7%.

O índice de Gini do rendimento médio domiciliar para todas as fontes subiu de 0,504 em 2024 para 0,511 em 2025, mantendo-se abaixo do nível de 2019 (0,543). A desigualdade permanece concentrada: os 10% mais ricos receberam 13,8 vezes mais do que os 40% mais pobres em 2025.

A participação dos programas sociais no rendimento caiu de 3,8% em 2024 para 3,5% em 2025. Mesmo assim, 143 milhões de pessoas tinham algum tipo de renda em 2025, 67,2% da população. O número de beneficiários do Bolsa Família, porém, recuou, passando a 17,2% de lares.

No conjunto, o rendimento médio de domicílios com alguma renda atingiu 3.367 reais em 2025, 5,4% acima de 2024. Já o rendimento médio real habitualmente recebido de todos os trabalhos registrou 3.560 reais, 5,7% acima do ano anterior. A renda de aluguel e demais fontes também contribuíram para o ganho agregado.

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