- O rover Curiosity da Nasa ficou com o braço mecânico preso a uma rocha durante a perfuração na cratera Gale, em Marte, entre 25 de abril e 1º de maio.
- A rocha apelidada de “Atacama” tinha cerca de 45 cm de largura, 15 cm de espessura e pesava aproximadamente 13 kg.
- Foi a primeira ocorrência desse tipo em quinze anos de operação, e engenheiros tentaram sacudir, vibrar e inclinar o braço sem sucesso por dias.
- a solução surgiu quando os operadores incline…
Uma operação incomum mobilizou a Nasa por quase uma semana, entre 25 de abril e 1º de maio, para libertar o rover Curiosity da Cratera Gale. O braço mecânico ficou preso a uma rocha durante a coleta de amostra no planeta Marte.
O incidente ocorreu durante a perfuração de uma rocha apelidada de “Atacama”. A peça tinha cerca de 45 cm de largura, 15 cm de espessura e peso estimado em 13 kg. Ao retirar o equipamento, a rocha ficou presa à manga da broca.
Poucos dias depois, a equipe internacional de engenheiros testou várias estratégias à distância, milhões de quilômetros da Terra, para libertar o braço. As tentativas incluíram sacudir, vibrar e ajustar a inclinação do conjunto, sem sucesso inicial.
Operação de resgate
Os especialistas então combinaram vibração com inclinação adicional da broca em giro constante. A rocha acabou se soltando na primeira manobra, rompendo-se em pedaços menores ao tocar o solo marciano.
Apesar do desfecho bem-sucedido, houve perda científica: os resíduos da perfuração não puderam ser analisados pelo laboratório químico a bordo. A equipe busca agora um novo alvo de perfuração mais firme para compensar a amostra desperdiçada.
Fragmentos da Atacama devem, no entanto, ser analisados pelo instrumento CheMin, para identificar a composição das rochas. Os dados serão comparados com amostras coletadas em Mineral King, a cerca de 160 metros de distância.
Panorama das descobertas
O Curiosity vive momento de intensa atividade científica em Marte. Em amostra recente, pesquisadores identificaram sete moléculas orgânicas, a maior diversidade já registrada pela missão, além de hidrocarbonetos de cadeia longa.
A missão também cataloga formações como “escamas de dragão” e cristais semelhantes a rubis, além de estruturas conhecidas como boxwork, lembrando teias de aranha petrificadas.
Ao longo da travessia pela Cratera Gale, o rover continua monitorando o clima marciano, poeira atmosférica, nuvens e redemoinhos na superfície, mantendo a operação estável após o episódio com a rocha.
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