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Chefe de banco pede desculpas por descrever trabalhadores como capital humano

Banqueiro da Standard Chartered pede desculpas após chamar trabalhadores de “capital humano de menor valor” em debate sobre IA, com previsão de 7.800 demissões no back office

Bill Winters, Group Chief Executive of Standard Chartered Bank, speaks at a conference in Hong Kong last November.
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  • O CEO do Standard Chartered pediu desculpas após chamar trabalhadores cujos empregos podem ser substituídos por IA de “capital humano de menor valor”.
  • Em conferência, ele disse que a automação pode levar a milhares de demissões, não apenas cortar custos, mas substituir esse capital por capital financeiro e de investimento.
  • Winters, em um post no LinkedIn, afirmou que lamenta a forma como falou e que causou desconforto entre colegas, mantendo o compromisso de ajudar funcionários a lidar com o ritmo das mudanças.
  • A empresa prevê cortar cerca de 15% das funções de back office nos próximos quatro anos, o equivalente a aproximadamente 7.800 vagas.
  • O banco destacou histórico de apoiar transições internas para cargos de maior valor e publicou uma transcrição dos comentários para esclarecer o ponto, recebendo questionamentos sobre a diferença entre o discurso e a prática.

O presidente-executivo do Standard Chartered, Bill Winters, pediu desculpas após afirmar, em uma conferência com investidores, que funções vulneráveis à automação seriam substituídas por capital financeiro e de investimento. A fala gerou reação entre trabalhadores e acionistas.

Winters explicou, em posterior publicação no LinkedIn, que reconhece o incômodo causado pelo uso de determinada expressão e disse estar comprometido em apoiar os funcionários no enfrentamento do ritmo acelerado de mudanças. A entrevista tratava da automação e de cortes de empregos.

A instituição revelou a expectativa de reduzir cerca de 15% das funções de back office nos próximos quatro anos, o que equivaleria a aproximadamente 7.800 cargos. O banco afirmou manter programas de transição interna para realocar colaboradores.

A conferência ocorreu no contexto de debates sobre o impacto da inteligência artificial no mercado de trabalho. Winters ressaltou que a automação não se trata apenas de redução de custos, mas de realocar pessoas para funções de maior valor agregado.

Desde então, Winters divulgou um segundo post para esclarecer o que foi dito e compartilhar o conteúdo completo dos comentários, afirmando que valoriza todos os colegas e que a organização continua ajudando na adaptação às mudanças.

Críticas e questionamentos sobre o tom da declaração surgiram nos comentários da rede social, com usuários apontando a diferença entre a mensagem no palco e o que foi escrito. Um participante sugeriu que a fala pode ter sido mal interpretada.

Ao redor do setor, empresas como Amazon, Meta e Microsoft também anunciaram cortes ligados à aplicação de IA, reforçando a percepção de mudanças profundas no mercado de trabalho, especialmente para trabalhadores de tecnologia e recém-formados. Fontes do setor apontam para um movimento global de reorganização de funções.

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