- A missão Psyche registrou a cratera Huygens em Marte, com cerca de 470 quilômetros de diâmetro, no hemisfério sul, durante a aproximação de maio de 2026.
- A imagem usa cores realçadas para revelar diferenças na composição da superfície e detalhes visíveis apenas com esse processamento.
- A cratera apresenta formato de “anel duplo” e a região ao redor é coberta por inúmeras crateras menores.
- A Psyche segue para o asteroide metálico 16 Psyche, entre Marte e Júpiter, com chegada prevista em 2029 para estudar o que pode ser o núcleo de um planeta falho.
- A missão também funciona como laboratório de novas tecnologias, incluindo propulsão elétrica movida a energia solar e transmissão de dados por laser.
A missão Psyche, em viagem pelo Sistema Solar, aproveitou a passagem por Marte para registrar uma imagem impressionante da superfície do planeta vermelho. O retrato foi capturado durante a aproximação mais próxima, em maio de 2026, com o objetivo de testar instrumentos e ampliar dados geológicos.
A foto foca na cratera Huygens, com cerca de 470 quilômetros de diâmetro, localizada no hemisfério sul marciano. A imagem utiliza cores reforçadas para evidenciar variações na composição de rochas, poeira e minerais, não visíveis a olho nu.
A cratera apresenta um formato de anel duplo, sinal de impactos violentos do passado. Ao redor, o terreno abriga inúmeras crateras menores, atestando a longa história de choques que moldaram a região.
Detalhes da cratera Huygens e o que as imagens revelam
Filtros de vermelho, verde e azul foram usados para destacar estruturas que ajudam a entender a geologia local. Os dados ajudam a mapear áreas antigas e a dinâmica de deposição de materiais ao longo de bilhões de anos.
A análise dos padrões de craterização contribui para reconstruir a história de Marte e as eras de impacto que moldaram o planeta, complementando outros conjuntos de dados da missão Psyche.
Objetivos da missão Psyche além de Marte
Embora as imagens de Marte interessem à equipe, o destino principal é o asteroide metálico 16 Psyche, entre Marte e Júpiter. O objeto parece rico em ferro e níquel, possivelmente o núcleo exposto de um planeta falhado.
A sonda utiliza propulsão elétrica alimentada a energia solar, destacando avanços tecnológicos. Também testa transmissão de dados por laser, visão de longo alcance que pode acelerar comunicações no espaço.
A previsão é que Psyche chegue a 16 Psyche em 2029. Os dados coletados até lá devem orientar hipóteses sobre a origem de planetas rochosos e a evolução do Sistema Solar nos seus primórdios.
Entre na conversa da comunidade