- Dia Mundial das tartarugas é celebrado em 23 de maio para destacar as ameaças enfrentadas por tartarugas, tartarugas e jabaris (quelônios).
- Mais da metade das 359 espécies está em risco de extinção; a IUCN lista sessenta e oito espécies como criticamente ameaçadas, incluindo a tartaruga búfala batagur trivittata, com apenas dez indivíduos adultos vivos.
- Este ano trouxe boas notícias: as tartarugas gigantes de Floreana retornaram à ilha após programa de reprodução; as tartarugas verdes passaram de ameaçadas para menos preocupantes, com aumento de cerca de vinte e oito por cento desde os anos setenta.
- No México, operação de combate ao tráfico devolveu mais de 2.300 tartarugas aquáticas à vida livre; testes com redes de pesca iluminadas com energia solar reduziram o bycatch de tartarugas em quase dois terços.
- No Brasil, pesquisadores alertam que o novo canal de navegação no rio Tapajós pode atrapalhar a comunicação das tartarugas aquáticas Podocnemis expansa, que estão perto de serem classificadas como vulneráveis.
World Turtle Day é celebrado em 23 de maio para ampliar a conscientização sobre as ameaças a tartarugas, jabuti e quelônios, juntos chamados de Testudines. O dia destaca a necessidade de conservação diante da crise de extinção.
Estudos indicam que mais da metade das 359 espécies de tartarugas e quelônios está em risco de extinção. A IUCN registra 68 espécies em status crítico, incluindo a tartaruga búfalo Batagur trivittata, com apenas cerca de 10 indivíduos adultos na natureza.
Apesar do cenário ameaçador, há avanços. Tartarugas gigantes de Floreana voltaram à ilha Floreana, no Equador, em fevereiro, após programa de criação com DNA de tartarugas de outra ilha. Em níveis globais, as verdes passaram de ameaçadas para vulneráveis, com alta de ~28% na população desde os anos 1970.
Conquistas e casos positivos
No México, uma operação policial de um mês, em novembro de 2025, resultou na recuperação de mais de 2.300 tartarugas-de-água doce capturadas na natureza. A ação foi desencadeada após o furto de 55 tartarugas miniatura de Vallarta, da espécie Kinosternon vogti, de um laboratório universitário.
Em outro marco, testes com redes de pesca alimentadas por luz solar mostraram redução de quase dois terços na captura acidental de tartarugas marinhas. As luzes verdes ajudam a visão das tartarugas em água turva, sinalizando aos animais a presença das redes.
Ameaças locais e impactos regionais
Na Amazônia brasileira, pesquisadores alertam que a possível instalação de um corredor marítimo no rio Tapajós pode interromper a comunicação das tartarugas-do-rio amazônicas Podocnemis expansa, espécie de maior porte entre as tartarugas de água doce da região.
O estudo aponta que as vocalizações coordenam desova, eclosão e migração. O barulho de dredges e tráfego de barcaças pode atrapalhar esses chamados, comprometendo áreas vitais de reprodução. A espécie é classificada como quase ameaçada, com prognóstico dependente de conservação.
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