- James Gray revelou que Paper Tiger traz elementos autobiográficos próximos aos seus filmes anteriores, especialmente em relação à família e à ambição, com o diretor descrevendo o tom como mais direto e intimista.
- O elenco principal é liderado por Miles Teller e Adam Driver, com Scarlett Johansson no papel feminino; a história acompanha irmãos em Queens de 1986, lidando com mob diverso e uma proposta de negócio arriscada.
- A trama envolve um ex-policial chamado Gary Pearl, que tenta atrair o irmão Irwin para um esquema envolvendo imigrantes russos perto do canal Gowanus, no Brooklyn, com possível ligação à máfia.
- Gray contou que o roteiro também dialoga com sua passagem pela União Soviética em 1984, influenciando a perspectiva sobre poder, corrupção e o “sonho americano”.
- Paper Tiger estreou em Cannes, recebeu elogios da crítica e tem lançamento previsto pela Neon no outono; o cineasta destacou a volta a um estilo de narrativa mais contido, em linha com seus primeiros filmes.
James Gray revelou, em Cannes, detalhes sobre Paper Tiger, seu thriller que mistura crime e cidade na década de 1980. O filme estreou no festival dias antes, com Miles Teller e Adam Driver no elenco. A obra traz uma história familiar envolta em corrupção e ambição.
O enredo acompanha Irwin Pearl, engenheiro de classe média em Queens, 1986, que sonha com mais. O irmão Gary, um ex-policial de estilo ostentoso, propõe um negócio com imigrantes russos perto do Gowanus Canal, envolvendo a máfia local. O objetivo é lucrar com consultoria.
Gary vê na operação uma chance de enriquecer rapidamente e, para isso, envolve o irmão. Irwin aceita o risco na tentativa de provar aos filhos que pode ser bem-sucedido. Linda, a esposa, guarda segredo para não alarmar a família.
O elenco principal é completado por Scarlett Johansson, que interpreta Linda, e Miles Teller, no papel de Irwin, com Driver no papel do tio ambicioso. Gray disse ter escolhido atores com afinidade com o contexto novo-velho da narrativa.
Autobiografia e escolhas criativas
Gray reconhece semelharças com Armageddon Time, embora Paper Tiger tenha um teor mais contido. Ele admite que o filme é fortemente inspirado em experiências próprias, especialmente em começos de carreira na região de Nova York.
O diretor descreve o processo de composição das personagens como essencial para a verdade emocional da história. A ideia foi manter a experiência humana em foco, sem recorrer a enredos excessivamente elaborados.
Gray também detalha como certos elementos da memória pessoal, como uma cena de perseguição em tall grasses, contribuíram para a estética do filme. A escolha buscou criar uma atmosfera primitiva, longe do urbano puro.
O filme, ainda segundo Gray, não é uma biografia, mas carrega muito da vivência familiar. Ele relata que a decisão de transformar experiências em ficção partiu do desejo de expressar amor e fragilidade humana na narrativa.
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