- Pela terceira vez consecutiva, nenhuma mulher integrou a lista Forbes dos 50 atletas mais bem pagos do mundo em 2026; o corte ficou em US$ 54,6 milhões para Jannik Sinner.
- O ranking feminino liderado por Coco Gauff em 2025 apontou ganhos estimados de US$ 33 milhões, sendo US$ 8 milhões em prêmios e US$ 25 milhões em patrocínios e atividades fora das quadras.
- As ligas femininas avançam financeiramente: a WNBA elevou o teto salarial para US$ 7 milhões nesta temporada, com ganhos médios das equipes em torno de US$ 33 milhões.
- A disparidade entre homens e mulheres persiste: o jogador melhor pago da NBA nesta temporada soma cerca de US$ 137,8 milhões, enquanto a atleta da WNBA mais bem paga fatura acima de US$ 9 milhões em ganhos fora da quadra.
- As receitas de mídia vêm impulsionando os aumentos: a WNBA tem acordos de direitos de US$ 281 milhões por ano, a NWSL opera com média menor e usa exceções temporárias para reter jogadoras de alto impacto; previsões indicam crescimento contínuo das rendas femininas nos próximos anos.
Poucos investimentos tiveram retorno tão expressivo quanto o crescimento do esporte feminino nas últimas décadas. Mesmo com a valorização de ligas como WNBA e NWSL, nenhuma mulher integrou a lista dos 50 atletas mais bem pagos do mundo em 2026, segundo a Forbes.
O texto mostra que as equipes da WNBA cresceram na média de salários com o novo acordo coletivo, elevando o teto salarial para 7 milhões de dólares. Ainda assim, a diferença para o rendimento total dos atletas masculinos persiste, refletindo a disparidade de receitas de mídia entre as ligas.
Entre as ligas estudadas, a NBA gera receitas de quase 7 bilhões de dólares anuais com direitos de transmissão, equilibrando salários elevados para estrelas do masculino. Na comparação com o futebol, o rendimento feminino continua aquém do masculino, mesmo com avanços recentes.
A Forbes aponta que, em 2025, Coco Gauff liderou a lista de atletas femininas mais bem pagas com 33 milhões de dólares, divididos entre prêmios e patrocínios. Já o ranking geral manteve o tênis no topo entre as mulheres, mas sem entrada de jogadoras no top 50 mundial.
As aquisições e os patrocínios ajudam a reduzir a lacuna, com jogadoras como Sabrina Ionescu, Paige Bueckers e Angel Reese figurando entre as mais rentáveis fora das quadras. Mesmo assim, a curva de ganhos ainda se move lentamente frente aos homens.
Especialistas apontam que a projeção indica crescimento continuado das receitas de mídia para esportes femininos. A Deloitte prevê aumento expressivo na geração de receita e na transmissão, o que pode ampliar o valor público das atletas nos próximos anos.
Contribuição de patrocínios e ações de marketing pode acelerar a ascensão de marcas pessoais. Mulheres como Gauff ainda têm longa carreira pela frente para alcançar patamares comparáveis aos dos maiores homens do esporte.
Pesquisa da Forbes e estudos da Deloitte trazem o retrato atual: o espaço entre homens e mulheres nos rendimentos está diminuindo, mas a distância permanece histórica. O desempenho financeiro futuro dependerá do crescimento de audiências e receitas de mídia das ligas femininas.
Reportagem original de Forbes destaca que o cenário aponta para ganhos maiores nos próximos anos, com o fortalecimento de marcas pessoais entre atletas femininas e maior compartilhamento de receitas entre ligas.
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