- Setecentos imóveis estão tombados e há uma Maria Fumaça que liga duas cidades históricas: São João del-Rei, Atenas Mineira, fundada em 1713.
- O conjunto arquitetônico da cidade foi Tombado pelo IPHAN em 1938, incluindo pontes, capelas, chafarizes e casario colonial entre o Rio das Mortes e o Morro da Forca.
- O passeio mais buscado é a Maria Fumaça entre São João del-Rei e Tiradentes, a 12 quilômetros, em cerca de 35 minutos, com locomotiva a vapor de 1881.
- Principais atrações: Catedral Basílica de Nossa Senhora do Pilar, Igreja de São Francisco de Assis, Ponte da Cadeia, Estação Ferroviária e Museu Ferroviário, Rua Santo Antônio e Memorial Tancredo Neves.
- Melhor época para visitar é a Semana Santa, quando ocorrem procissões e missas que percorrem o casario colonial.
O destino mineiro de São João del-Rei, cidade fundada em 1713, reaviva sua memória ao redor de 700 imóveis tombados e de uma Maria Fumaça que liga a cidade a Tiradentes, destino vizinho a apenas 12 km de distância. O conjunto urbano foi tombado em 1938 pelo IPHAN, integrando o patrimônio histórico do centro entre o Rio das Mortes e o Morro da Forca.
A história começa no fim do século XVII, com bandeirantes atraídos pelos cassais de ouro da bacia do Rio das Mortes. Tomé Portes del Rei, vindo de Taubaté, estabeleceu-se no Port o Real da Passagem, marco inicial da ocupação que viria a moldar a urbanização colonial da região.
A marca dos sinos
Os sinos das igrejas centenárias de São João del-Rei moldam a vida local desde o período colonial. Cada toque indicava Missa, procissão, batizado ou falecimento, distinguindo, às vezes, o sexo da pessoa falecida. Daí o apelido carinhoso da cidade: Cidade dos Sinos.
Entre os atrativos, o conjunto inclui pontes, capelas, chafarizes e o casario que cobre grande parte do centro histórico. O traçado urbano preserva o patrimônio próximo ao Rio das Mortes e ao Morro da Forca, mantendo a atmosfera colonial.
O que fazer na visita
A Catedral Basílica de Nossa Senhora do Pilar, finalizada em 1721, exibe talha dourada e altares barrocos. A Igreja de São Francisco de Assis, com elementos ligados a Aleijadinho, é destacada entre as principais obras do barroco mineiro. A Ponte da Cadeia é um cartão-postal do centro histórico.
A Estação Ferroviária abriga o Museu Ferroviário e a primeira locomotiva da linha, de 1881. A Rua Santo Antônio, conhecida como Rua das Casas Tortas, preserva o traçado antigo com ladeiras de pedra. O Memorial Tancredo Neves, casa do ex-presidente, também está aberto ao público.
A Maria Fumaça e o passeio entre cidades
O trajeto mais procurado liga São João del-Rei a Tiradentes, passando pela Estação Ferroviária. As viagens de fim de semana e feriados duram cerca de 35 minutos, percorrem o leito do Rio das Mortes e passam por fazendas e montanhas do Campo das Vertentes. As locomotivas a vapor mantêm o sabor de época.
Bilhetes esgotam rápido na alta temporada, refletindo a demanda por essa experiência histórica preservada na região.
Gastronomia e tradições
A culinária mineira, ainda fiel às raízes, surpreende pela simplicidade: fogão a lenha, tachos de cobre e receitas com mais de um século. Tutu à mineira, frango ao molho pardo, doce de leite e queijos artesanais são destaques da região.
Quando ir e como chegar
O clima é tropical de altitude, com inverno seco e verão chuvoso. A Semana Santa reúne procissões que percorrem o casario, oferecendo uma programação tradicional. A cidade fica a 185 km de Belo Horizonte pela BR-040 e BR-265, com tempo estimado de três horas de carro; do Rio de Janeiro, são 320 km pelo mesmo eixo rodoviário.
Voos diretos atendem o Aeroporto Regional Prefeito Octávio de Almeida Neves, com conexões via BH ou RJ. Ônibus ligam Belo Horizonte e o Rio de Janeiro ao município.
O legado que persiste
São João del-Rei preserva casarios barrocos, igrejas com talha dourada, uma ferrovia centenária e uma culinária típica. Caminhar pela Rua Santo Antônio, ouvir os sinos da Catedral e embarcar na Maria Fumaça até Tiradentes revela a riqueza de três séculos da história brasileira no Sudeste.
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