- O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato do Novo, Romeu Zema, disse que o escândalo do Banco Master torna a disputa mais difícil para a direita e que votar em Flávio Bolsonaro para presidente pode entregar a eleição a Lula; o comentário ocorreu em São Paulo, durante evento da Amcham Brasil.
- Em pesquisa Datafolha, Lula aparece com 47% das intenções de voto no segundo turno e Flávio Bolsonaro com 43%; na rodada anterior, estavam com 45% cada, indicando oscilações após as revelações sobre o filme Dark Horse.
- Zema afirmou nunca ter se reunido com Daniel Vocaro, o “banqueiro bandido”, apesar de morar na mesma cidade, manteve críticas duras a Flávio Bolsonaro e reiterou abertura ao diálogo com o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
- Ronaldo Caiado, pré-candidato pelo União Brasil, defendeu a união da centro-direita contra o PT, negando oportunismo e dizendo que o objetivo é consolidar a candidatura de oposição para derrotar o PT no segundo turno.
- Ambos fizeram críticas ao STF: Caiado pediu tomada de medidas internas para afastar ministros; Zema sugeriu mudanças, como idade mínima de sessenta anos para ministros, fim de decisões monocráticas e uma lista tríplice para indicações.
O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato pelo Novo, Romeu Zema, afirmou que o escândalo do Banco Master torna a eleição mais desafiadora para a direita. Ele disse ainda que votar em Flávio Bolsonaro pode favorecer a reeleição de Lula.
Durante encontro promovido pela Amcham Brasil em São Paulo, Zema manteve críticas a Flávio Bolsonaro, apesar de já ter sido aliado. Segundo ele, quem apoia Flávio tende a favorecer o PT no segundo turno.
Na avaliação de Zema, o entorno de Flávio envolve maior rejeição e aproximação com Daniel Vorcaro, o que, para ele, fortalece o argumento de voto em Lula. O ex-governador reiterou que não houve reunião com Vorcaro.
Desdobramentos no cenário da direita
O Datafolha aponta 47% de Lula e 43% de Flávio no segundo turno, com pequenas oscilações entre as vésperas. Na rejeição, Flávio aparece com 46%, Lula com 45%.
Zema também disse que, apesar de morar na mesma cidade de Vorcaro, nunca se reuniu com o banqueiro. Ele reforçou que não tolera aproximações com pessoas ligadas a denúncias.
Unificação de bloco e próximos passos
Em outra posição, Ronaldo Caiado, pré-candidato pelo PSD, pediu união da centro-direita e afirmou que não fará pré-julgamento. A ideia é consolidar apoio entre lideranças para derrotar o PT no pleito.
Caiado destacou a importância de manter o bloco unido, mesmo com divergências entre integrantes. Ele defendeu que o próximo presidente precise ter apoio amplo para governar.
Ponto sobre o STF e propostas
Ambos criticaram o STF, defendendo mudanças institucionais. Caiado sugeriu que o tribunal tome decisões internas para afastar ministros denunciados. Zema propôs alterações como idade mínima de 60 anos e listas tríplices.
Segundo os políticos, a reforma do Judiciário seria para reduzir crises institucionais e facilitar a governabilidade. As propostas ficaram em debate durante o encontro da Amcham em São Paulo.
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