- A Ponte Juscelino Kubitschek, no Distrito Federal, consumiu R$ 160 milhões para ser erguida, inaugurada em 2002, ligando o Lago Sul ao Plano Piloto e ajudando a integrar a região ao centro.
- A estrutura tem três arcos assimétricos em aço, suspensa por estais (cabos) e sem pilares que sustentem o tabuleiro.
- O projeto é do arquiteto Alexandre Chan, que buscou transmitir movimento e leveza, com arcos cruzando a pista em diagonal.
- A construção enfrentou o desafio de montar e soldar grandes blocos de aço sobre o Lago Paranoá, com fundações ancoradas no leito rochoso para estabilidade.
- A obra, além de melhorar a mobilidade, ganhou reconhecimento internacional, recebendo a Medalha Gustav Lindenthal em 2003.
A Ponte Juscelino Kubitschek, conhecida como Ponte JK, é um marco da engenharia no Distrito Federal. Custou cerca de 160 milhões de reais e foi inaugurada em 2002, ligando o Plano Piloto ao Lago Sul sobre o Lago Paranoá. A estrutura tem três arcos assimétricos que cruzam as pistas diagonalmente, sem pilares diretos de sustentação.
A obra foi acompanhada pela Companhia Urbanizadora da Nova Capital (NOVACAP). O objetivo era resolver o fluxo de tráfego entre as áreas centrais e o entorno do lago, além de tornar o cartão-postal da capital mais representativo. O projeto quebrou padrões da engenharia brasileira na época.
Design e inovação
O arquiteto Alexandre Chan criou arcos que remetem ao movimento de uma pedra quicando na água, conferindo leveza e dinamismo à travessia. A ponte é sustentada por estais de aço, presos aos arcos, em vez de pilares sob o tabuleiro.
A estrutura exige monitoramento constante de segurança, com cabos de aço para sustentar o vão, pintura anticorrosiva para resistir à umidade do lago e fundações submersas ancoradas no leito rochoso do Paranoá.
Impacto na mobilidade
Antes da JK, o tráfego no Lago Sul dependia de vias antigas, com pontos de congestionamento. A ponte, com 1,2 mil metros de extensão, encurtou deslocamentos rumo ao centro político e financeiro, reduzindo tempos de viagem e facilitando o fluxo entre as margens.
O projeto também reservou faixas largas e ciclovias, incentivando o uso de modos sustentáveis de deslocamento. O passeio a pé ao entardecer atrai moradores que apreciam o reflexo dos arcos nas águas calmas.
Reconhecimento internacional
A obra recebeu a Medalha Gustav Lindenthal em 2003, reconhecendo-a como uma referência de engenharia de alto porte no Brasil. O conjunto é visto como exemplo de integração entre infraestrutura, estética e paisagem urbana, contribuindo para a identidade de Brasília.
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