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Estrada da Serra do Corvo Branco surpreende com paredões de até 90 metros

Paredões de até noventa metros marcam a Serra do Corvo Branco; obras da SC-370 seguem com interdição parcial, atraso e investimento de R$ 56 milhões

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  • A Serra do Corvo Branco fica entre Urubici e Grão-Pará, em Santa Catarina, atravessando a Rodovia Pedro Kuhnen (SC-370) em um trajeto de cerca de cinquenta e sete quilômetros.
  • O trecho mais famoso é o corredor entre paredões que chegam a aproximadamente noventa metros de altura, considerado o maior corte em rocha arenítica do Brasil.
  • A serra abriga formações com cerca de quinzentos milhões de anos, associadas a arenito e basalto, e está ligada ao Aquífero Guarani, conforme estudos geológicos.
  • Hoje, a região atrai turistas e o Parque Altos da Serra do Corvo Branco oferece mirantes, trilhas e visão do Vale do Canoas e do Cânion Espraiado.
  • As obras de pavimentação da SC-370, iniciadas na década de cinquenta e retomadas após um atraso, estavam com sessenta por cento de conclusão em fevereiro de dois mil e vinte e seis, com sete pontos de deslizamento e investimento acima de R$ 56 milhões, com previsão de conclusão até o fim de dois mil e vinte e seis.

A Serra do Corvo Branco, entre Urubici e Grão-Pará, em Santa Catarina, abriga uma das estradas mais marcantes do Sul do Brasil. A SC-370, conhecida como Rodovia Pedro Kuhnen, serpenteia a Serra Geral com curvas fechadas e encostas íngremes, num percurso de cerca de 57 quilômetros. O trecho é conhecido pelo enorme corte na rocha que impressiona turistas e engenheiros.

O corredor estreito entre paredões chega a aproximadamente 90 metros de altura, cortando camadas de arenito e basalto. O local é lembrado como o maior corte em rocha arenítica do país, transformando a via em referência de turismo de natureza na Serra Catarinense.

Curiosidade local: o nome não se refere a corvos, e sim ao urubu-rei, que costuma sobrevoar cânions da região. Em alguns momentos do dia, certas formações rochosas lembram a silhueta de uma ave pousada, quando a luz e as sombras destacam os relevos.

A abertura da estrada ocorreu na década de 1950, com inauguração oficial em 1980. Trabalhadores locais desenvolveram a obra com ferramentas simples e tratores, conectando o litoral ao planalto catarinense.

Do ponto de vista geológico, as formações expostas têm cerca de 160 milhões de anos, com areias que atraem interesse de estudos sobre o Aquífero Guarani, que abrange Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.

Parque Altos da Serra, no alto da serra, oferece estruturas de vidro, trilhas leves e vistas para o Vale do Rio Canoas e o Cânion Espraiado, atraindo visitantes além das galerias de fotografia das paisagens.

Obras de pavimentação da SC-370 provocaram restrições temporárias na circulação. A Secretaria de Infraestrutura informou que parte da estrada segue interditada para melhorias, com avaliações periódicas de segurança.

A prefeitura de Urubici informou, em fevereiro de 2026, que as obras estavam 60% concluídas. O consórcio responsável teve contrato rescindido após dificuldades, levando o governo a realizar nova licitação e retomar os trabalhos.

Sete pontos de deslizamento exigiram ações emergenciais de contenção, elevando o investimento para além de R$ 56 milhões. O projeto envolve pavimentação, trechos em concreto e contenções ao longo de 9,5 quilômetros.

A Caixa de expectativas é a conclusão total da revitalização prevista para o fim de 2026, com a expectativa de restabelecer a normalidade da circulação na rodovia e ampliar a segurança para motoristas e pedestres.

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