- Bill Gates deve testemunhar na sessão fechada de um comitê da Câmara dos Estados Unidos sobre suas ligações com Jeffrey Epstein.
- A oitiva faz parte de uma investigação sobre o condenado por crimes sexuais e a Câmara deve posteriormente divulgar a transcrição.
- Gates nega ter participado ou testemunhado qualquer crime de Epstein e afirma cumprir as perguntas do comitê.
- O inquérito ocorre após a divulgação de documentos do Departamento de Justiça que mencionam Gates e encontros entre Epstein e colaboradores da Fundação Gates.
- A Fundação Gates informou que está conduzindo uma revisão externa sobre a relação passada com Epstein e políticas de due diligence; Gates já disse sentir-se constrangido pela associação.
Bill Gates vai depor diante de um comitê da Câmara dos EUA sobre ligações com Jeffrey Epstein. A sessão será fechada, no âmbito de uma investigação sobre o condenado por crimes sexuais. O objetivo é esclarecer relações passadas de Gates com Epstein.
O cofundador da Microsoft deverá responder a perguntas dos membros do comitê de supervisão e reforma. O depoimento ocorre após a divulgação de documentos do Departamento de Justiça que mencionam Gates e mostram encontros entre os dois. A transcrição deve ser divulgada posteriormente.
Segundo a casa responsável, a inauguração da iniciativa ocorreu em março, motivada pela análise de arquivos da Justiça com várias menções a Gates. Os registros também contêm fotos dele em encontros com Epstein.
Gates nega ter participado de crimes ou tido conhecimento de crimes de Epstein. A fundação Gates também informou que avaliou, de forma independente, possíveis recebimentos de apoio filantrópico vinculados a Epstein, mas não houve parceria ou criação de fundos.
Detalhes sobre o contexto
Em abril, a Fundação Gates comunicou ter encomendado uma revisão externa para avaliar envolvimento anterior com Epstein e as políticas de due diligence. O objetivo é esclarecer práticas atuais em parcerias filantrópicas e governar futuras colaborações.
Nos últimos anos, Gates tem feito declarações públicas sobre o assunto, reconhecendo que foi um erro manter contatos com Epstein. Em entrevistas, ele disse que chegou a se reunir com Epstein para discutir filantropia, mas que foi imprudente e que não houve benefício para a saúde global.
Segundo reportagens, Gates pediu desculpas aos funcionários da fundação em encontros internos realizados no início do ano. Ele afirmou que o primeiro encontro com Epstein ocorreu em 2011, e que manteve contatos até 2014, inclusive em viagens comuns em países como Estados Unidos, França e Alemanha.
A assessoria da fundação reiterou que o encontro com Epstein não levou a qualquer colaboração da organização ou a criação de fundos dedicados. Também ressaltou que Gates não esteve envolvido em atividades ilícitas e que não houve participação direta de membros da fundação em ações de Epstein.
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