- Mesmo com a Selic a 14,5%, o Minha Casa Minha Vida respondeu por 49% das vendas de imóveis no primeiro trimestre de 2026, equivalentes a 54.510 unidades.
- No período, foram vendidas 110.722 unidades, alta de 4,1% em relação ao mesmo trimestre de 2025.
- Lançamentos somaram 97.802 unidades, queda de 4,9% em doze meses e recuo de 32,1% frente ao último trimestre de 2025.
- O estoque final chegou a 350.891 unidades, alta de 8,2% em 12 meses, suficiente para cerca de 10 meses de vendas.
- O programa respondeu por cerca de metade dos lançamentos do trimestre, com variações regionais: 83% dos lançamentos no Norte ligados ao MCMV e 18% no Sul.
O Minha Casa Minha Vida permanece como principal motor do mercado imobiliário brasileiro, mesmo com a Selic em 14,5%. A informação foi divulgada pela CBIC nesta segunda-feira (25) com base em dados de 221 cidades do país. O objetivo é sustentar o desenvolvimento do setor, segundo o levantamento.
No primeiro trimestre de 2026, o programa respondeu por 49% das vendas de unidades residenciais, equivalentes a 54.510 imóveis comercializados. O desempenho evidencia o MCMV como parte central do mercado, além de política habitacional.
Segundo a CBIC, o programa já atende também parte da classe média, ampliando seu alcance além do público tradicional. O cenário ocorre em meio a crédito ainda restrito e juros elevados, mas com demanda robusta.
Vendas e lançamentos no 1º trimestre
As vendas totalizaram 110.722 unidades no período, alta de 4,1% frente ao mesmo trimestre de 2025. Em relação ao último trimestre, houve queda de 2,6%, considerada sazonal pela indústria.
Os lançamentos somaram 97.802 unidades, recuando 4,9% ante o mesmo intervalo de 2025 e 32,1% frente ao quarto trimestre de 2025. A queda preocupa o ritmo de formação de estoque no curto prazo.
Estoque e participação regional
O estoque final chegou a 350.891 unidades, 8,2% acima de 12 meses. Em relação ao trimestre, houve recuo de 3,5%, ainda considerado confortável pela CBIC.
De acordo com o Caderno de Market Intelligence, o MCMV respondeu por cerca de metade dos lançamentos trimestrais. Em regiões, há variação relevante: Norte atingiu 83% dos lançamentos ligados ao programa, enquanto o Sul ficou em 18%.
Demanda e perfil de compra
A demanda permanece firme mesmo com juros elevados. Pesquisa da Brain Inteligência Estratégica aponta que 49% dos brasileiros pretendem comprar imóvel nos próximos 24 meses. Os principais motivos são sair do aluguel (38%), deixar de morar com os pais (12%) e investir (13%).
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