- Um filme inteiramente gerado por IA, Dreams of Violets, terá estreia no festival Tribeca em 10 de junho, com duração de 75 minutos.
- A obra dramatiza protestos em Teerã ocorridos em janeiro, registrando ao menos 7.000 mortes e mais de 50.000 prisões, conforme a Human Rights Activists News Agency.
- O realizador Ash Koosha, natural de Teerã e que deixou o Irã em 2009, produziu o filme em cerca de três meses, usando várias ferramentas de IA, ao lado do irmão Pooya; orçamento aproximado de $ 2.000.
- O trailer traz cenas de um garoto com paralisia cerebral, uma mulher sob pressão familiar para não sair de casa e confrontos entre civis e forças de segurança, centrando-se em cinco pessoas que devem ser executadas.
- Jane Rosenthal, cofundadora do Tribeca, vê o filme como um exemplo de IA aplicada a narrativas humanas, em meio a debates éticos na indústria sobre o uso da tecnologia no cinema.
Dreams of Violets, filme inteiramente gerado por IA, terá estreia no Tribeca Film Festival em 10 de junho. A produção dramatiza a unrest em Teerã ocorrida em janeiro e aborda consequências humanas de conflitos. O filme foi criado em cerca de três meses.
Dirigido por Ash Koosha, originalmente de Teerã, o projeto foi feito por cerca de US$ 2 mil usando serviços de IA para geração de vídeo, edição de linguagem, pesquisa e imagens. Pooya Koosha, irmão do cineasta, também participou da produção.
A obra retrata civis iranianos diante de repressão e violência pública, com foco em cinco pessoas destinadas à execução em uma viela, enquanto Amir, um garoto com paralisia cerebral, observa. A ambientação usa cenários com traços de IA ao fundo.
A narrativa acompanha protestos que começaram em janeiro; dados de direitos humanos indicam milhares de mortos e dezenas de milhares de presos. A produção não contou com atores humanos tradicionais, apenas recursos de IA.
Jane Rosenthal, cofundadora do Tribeca, qualificou o filme como exemplo poderoso de como IA pode ampliar narrativas humanas. A obra levanta debates sobre ética, memória e testemunho em contextos de censura.
O tema surge em meio a controvérsias de IA em cinema, com casos recentes de reapresentação digital de atores e novas regras da Academia para produções indicadas ao Oscar. A produção levanta questões sobre responsabilidade e veracidade.
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