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Durigan afirma que monitoramento de fintechs combate PCC

Durigan diz que monitoramento de fintechs e criptoativos visa asfixiar financeiramente o PCC e identificar operações suspeitas

Créditos: Diogo Zacarias/Ministério da Fazenda
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  • O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo ampliou o monitoramento de fintechs e de criptoativos para atacar o crime organizado.
  • O rastreamento das movimentações financeiras ajudou a identificar estruturas usadas pelo PCC para movimentar recursos e manter operações ilegais.
  • A Receita Federal passou a receber mais informações sobre movimentações em meados de 2025, o que permitiu detectar operações suspeitas envolvendo fintechs e ativos digitais.
  • O monitoramento das fintechs voltou a ganhar força em agosto do ano passado, após a primeira fase da Operação Carbono Oculto.
  • A operação Fluxo Oculto, realizada pelo Gaeco e pela Receita Federal, investiga infiltração do PCC no setor de combustíveis e cumpriu cerca de 60 mandados em cinco estados.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira que o governo ampliou o monitoramento de fintechs e de operações com criptoativos para desarticular o financiamento do crime. A medida visa ferir financeiramente organizações criminosas, segundo o secretário.

Durigan disse que o rastreamento das movimentações financeiras ajudou a identificar estruturas usadas pelo crime organizado para movimentar recursos e manter operações ilegais. O objetivo é promover uma asfixia financeira do crime organizado.

A Receita Federal passou a receber mais informações sobre movimentações em meados de 2025. A partir disso, o governo detectou operações suspeitas envolvendo fintechs e ativos digitais. Houve novas estruturas entre empresas financeiras.

Operação Fluxo Oculto

Mais cedo, o Gaeco do Ministério Público de São Paulo e a Receita deflagraram a segunda fase da Operação Carbono Oculto, batizada de Fluxo Oculto. A ação investiga a infiltração do PCC no setor de combustíveis.

Cerca de 60 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em estados como São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro, Minas e Mato Grosso do Sul. Empresários, operadores logísticos e laranjas seguem atuando no esquema.

As investigações apontaram forte concentração financeira, com 56 postos de combustíveis operando por uma única conta. Em alguns casos, recursos migraram entre fintechs para dificultar o rastreamento.

Retomada da e-Financeira

Durigan destacou a retomada das operações da e-Financeira, que reúne informações de instituições financeiras à Receita. Os dados ajudaram a identificar outras seis fintechs ligadas a operações suspeitas ligadas ao esquema de adulteração de combustíveis.

O governo afirma que pretende ampliar o uso de inteligência financeira para alcançar estruturas econômicas associadas ao crime organizado.

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