- Conselheiros e associados do Corinthians apresentaram novo pedido de impeachment contra o presidente Osmar Stabile ao Conselho Deliberativo.
- A denúncia aponta irregularidades estatuárias e legais na contratação de empresas de segurança, destacando a contratação da empresa Mega, ligada a Nandão, sem contrato formal e sem autorização prévia do Cori.
- Pagamentos feitos pela arena somam três notas fiscais no valor de R$ 676 mil. A defesa aponta que Nandão não possuía vínculo, mesmo assim atuando na estrutura administrativa do clube.
- A denúncia também cita a Bear Security Ltda., responsável pela segurança do presidente, com repasse de cerca de R$ 586 mil; empresa foi criada em janeiro de 2025 e só passou a emitir notas após a chegada de Stabile.
- O grupo solicita que o Conselho Deliberativo aceite o pedido, comunique o Ministério Público de São Paulo e determine auditoria independente para investigar as contratações emergenciais e os pagamentos sem respaldo contratual; há 102 recente histórico de impeachment anterior, relacionado a acordo com a PGFN e a dívida de aproximadamente R$ 1,2 bilhão.
O grupo de conselheiros e associados do Corinthians apresentou um novo pedido de impeachment contra o presidente Osmar Stabile ao Conselho Deliberativo do clube. O documento aponta supostas irregularidades estatutárias e legais relacionadas à contratação de empresas de segurança e defende o afastamento imediato do dirigente.
O foco principal da denúncia recai sobre a contratação da empresa Mega, ligada a Fernando José da Silva, o Nandão, atual gerente operacional do Timão. Segundo os autores, o contrato foi feito sem formalização e sem autorização prévia do Conselho de Orientação (Cori). Além disso, há questionamentos sobre os pagamentos efetuados à Mega, com três notas fiscais quitadas que totalizam R$ 676 mil.
Os conselheiros também citam a Bear Security Ltda., responsável pela segurança pessoal de Stabile, e apontam que o clube destinou cerca de R$ 586 mil à empresa. A defesa ressalta que a Bear foi criada em janeiro de 2025 e passou a emitir notas fiscais ao clube apenas após a chegada de Stabile à presidência.
Na avaliação dos signatários, as contratações apresentam indícios de gestão temerária, pela ausência de concorrência, pela falta de contratos formais, por possíveis conflitos de interesse e pela suposta falta de transparência aos órgãos internos de fiscalização. Eles pedem que o Conselho Deliberativo acolha o pedido, comunique os fatos ao Ministério Público de São Paulo e determine auditoria independente para investigar as contratações emergenciais e os pagamentos sem respaldo contratual.
O impeachment de Stabile já havia retornado à pauta em abril, quando outro grupo de sócios e conselheiros protocolou uma demanda semelhante. Naquele momento, as críticas se voltaram para o acordo com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) para renegociar uma dívida estimada em R$ 1,2 bilhão, incluindo a oferta do Parque São Jorge como garantia. A área de imóveis da sede social do clube tem avaliação estimada em R$ 602,2 milhões.
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