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Relatório denuncia abusos à liberdade religiosa no México por cartéis

Relatório aponta que cartéis e autoridades indígenas violam a liberdade religiosa no México, com centenas de casos e impunidade estatal ampliando riscos aos cristãos

Cristãos durante culto no México (Foto representativa: Portas Abertas)
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  • México registrou o maior número mundial de sequestros e agressões comprovados contra cristãos entre o final de 2023 e 2025, com 376 incidentes documentados pela Global Christian Relief.
  • O relatório da Christian Solidarity Worldwide aponta violações promovidas por organizações criminosas e por comunidades indígenas que seguem usos e costumes, atuando fora dos limites constitucionais.
  • Em comunidades regidas por usos e costumes, líderes obrigam participação em atividades religiosas e contribuições financeiras; quem se recusa pode perder direitos de nascimento, voto, trabalho e acesso a água e energia, além de sofrer detenção, violência ou deslocamento.
  • Casos documentados incluem a expulsão forçada do pastor cristão Mariano Velásquez Martínez, em Oaxaca, e ataque a 11 adventistas em Chiapas, com coerção financeira para libertação de detentos.
  • Grupos criminosos impõem toque de recolher e restringem circulação; autoridades são acusadas de classificar ataques como crimes comuns, contribuindo para a impunidade estrutural.

Grupos criminosos organizados e líderes comunitários que atuam fora dos limites constitucionais promovem violações da liberdade religiosa no México, aponta um relatório da Christian Solidarity Worldwide. Entre 2023 e 2025, o país registra o maior número mundial de sequestros e agressões comprovadas contra cristãos.

O documento indica que as violações se dividem em atos de organizações criminosas e em abusos em comunidades regidas por usos e costumes. Nestas últimas, comunidades indígenas obrigam participação em rituais e doações para a religião majoritária, com punições para quem recusa.

Casos documentados incluem expulsões forçadas de fiéis, detenção arbitrária e violência contra lideranças religiosas que criticam abusos. Em Oaxaca, o governo estadual reconheceu mais de 60 casos nos últimos três anos.

Casos e impactos

Pastor Mariano Velásquez Martínez, cristão protestante, foi expulsos de Santiago Malacatepec, em San Juan Mazatlán Mixe, após recusar rituais católicos. Detido por 48 horas, sofreu pressão para ajoelhar-se diante de imagens.

Em Chiapas, 11 membros de uma comunidade adventista foram agredidos e detidos por não contribuírem com festividades católicas. A liberação inicial exigia soma elevada, mas houve recuo após intervenção de autoridades estaduais.

Dimensão criminosa e impunidade

Grupos criminosos impõem toques de recolher e dificultam reuniões religiosas. Líderes que condenam violência sofrem ameaças, desaparecimentos ou assassinatos.

O relatório cita o caso de Benito Guevara Arcos, missionário protestante de 79 anos, sequestrado em Guerrero. A família registrou o desaparecimento, mas não houve acusação formal por medo de retaliações.

O Conselho de Direitos Humanos da ONU, em setembro de 2025, apontou impunidade estrutural no México como fator que eleva o risco para defensores de direitos humanos. Defensores afirmam que ataques são frequentemente classificados como crimes comuns pelas autoridades.

Contexto institucional e percepção

O Centro Multimídia Católico é citado como responsável por registrar assassinatos de membros da igreja entre 1990 e 2025, incluindo clérigos, líderes leigos e um jornalista. Organizações de direitos humanos chamam o governo a assegurar independência do Estado em relação a instituições religiosas.

Segundo CSW, o México vive ambiente perigoso para defesa da liberdade religiosa, com denúncias de falta de proteção estatal e de responsabilização de autores. O relatório destaca que, em regiões indígenas, abandonar a crença pode implicar discriminação e deslocamento.

Dados e warnings internacionais

Global Christian Relief aponta 376 incidentes envolvendo sequestros e ataques contra cristãos entre 2023 e 2025. A organização atribui boa parte da violência a cartéis de drogas que percebem ações religiosas como ameaça ao controle local.

Portas Abertas reforça que ataques são frequentes em diversas regiões do país, com maior risco para líderes religiosos e atores de assistência comunitária. O México figura entre os países com maior gravidade nessa pauta, segundo monitoramentos internacionais.

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