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Diálogos de paz no Oriente Médio em dúvida após Irã reavaliar ataques noturnos

Após ataques cruzados, Irã afirma reavaliar participação nas negociações de paz; EUA respondem com strikes, mas fonte da Casa Branca diz que acordo ainda pode ficar próximo

A woman walks past a banner in Tehran bearing the images of the late founder of the Islamic Revolution supreme leader Ayatollah Ruhollah Khomeini (L), the late Iranian supreme leader Ali Khamenei, and his son, the current supreme leader Mojtaba Khamenei (R). Photograph: Atta Kenare/AFP/Getty Images
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  • Iran pediu para “reassumir” sua participação nas negociações de paz no Oriente Médio, após ataques noturnos entre EUA e Irã.
  • Na resposta, os EUA realizaram ataques contra alvos iranianos, alegando retaliação pela derrubada de um helicóptero americano perto do estreito de Hormuz; o Irã informou ataques a bases dos EUA no Kuwait, Bahrein e Jordânia.
  • As ofensivas aumentaram a escalada desde o cessar-fogo, que desde abril vinha sendo frágil, com intercâmbio de ataques limitados e acusações de violação.
  • O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou que negociações diplomáticas precisam de um ambiente estável; o presidente Donald Trump disse que o Irã “pagaria o preço”.
  • Apesar dos ataques, uma autoridade da Casa Branca indicou que o acordo com o Irã ainda pode estar próximo, apontando que há espaço para negociações enquanto há ações militares.

O futuro das negociações de paz no Oriente Médio ficou em suspenso após o Ministério das Relações Exteriores do Irã anunciar que precisa reavaliar sua participação, enquanto o presidente americano afirmou que Teerã terá de pagar o preço. Washington havia realizado ataques preventivos durante a madrugada em retaliação ao suposto downing de um helicóptero militar dos EUA perto do estreito de Hormuz, e o Irã respondeu com uma série de ataques a bases americanas no Kuwait, Bahrein e Jordânia.

Os ataques de ida e volta marcaram o mais grave episódio desde o cessar-fogo estabelecido no início de abril, em meio a negociações estagnadas para transformar o cessar-fogo em uma paz duradoura. O rompimento de partes do acordo ampliou tensões e reavivou batalhas pontuais entre as partes.

Desdobramentos militares e diplomáticos

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, afirmou que os ataques norte-americanos colocam em risco as negociações em curso e acusou Washington de minar a diplomacia. Também citou violações israelenses no Líbano como fator disruptivo.

Trump comentou em rede social que o país vizinho demorou a chegar a um acordo que seria benéfico ao Irã e que haveria de pagar um preço. Em resposta, o Exército dos EUA descreveu os ataques como uma resposta proporcional ao derrubamento do helicóptero, ressaltando que as bases americanas teriam sido atingidas em acompanhamento.

O Irã informou que mira incluiu a ilha de Qeshm e Sirik, com relatos de explosões em Bandar Abbas. O IRGC declarou que retaliará com contundência se houver novo ataque americano. Por sua vez, as forças dos EUA disseram ter interceptado quase toda a maioria dos mísseis e drones iranianos, sem relatos imediatos de baixas ou danos a instalações.

Situação no terreno e perspectivas

Horas antes dos ataque, o presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, fez declarações duras em rede social, sinalizando preferência pela diplomacia, mas destacando capacidade de resposta em outras formas. Apesar da escalada, um funcionário da Casa Branca disse que um acordo pode ainda estar próximo, com negociações e ações militares ocorrendo em paralelo.

Paralelamente, o conflito entre Israel e Hezbollah permanece ativo, com tentativas de separar os frontes de Líbano e da região. Relatos indicam que Israel realizou ataques na região sul do Líbano, enquanto o Hezbollah ataca militares israelenses. O cenário envolve, ainda, o estreito de Hormuz, via de passagem de grande parte do petróleo global, que continua sob controle iraniano em meio a sanções internacionais.

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