- Em dois mil e sete, aos treze anos, um rapaz matou a irmã de quatro anos nos Estados Unidos, após convencer a babá a sair.
- Ele esfaqueou a irmã dezoito vezes, ligou para a emergência dizendo que havia sido um acidente, mas as autoridades chegaram à conclusão de homicídio; foi julgado como adulto e recebeu quarenta anos de prisão, atualmente em estabelecimento no Texas.
- Cerca de doze anos depois, ele conversou com Piers Morgan e relatou lembranças do dia, dizendo que não havia desculpas para o que fez e alegou ter feito por querer a mãe somente para si.
- O rapaz admitiu que, ao ligar, não tentou fazer os primeiros socorros conforme orientado; afirmou que não estava no quarto no momento.
- A mãe rebateu a versão de solidão na infância, dizendo que ele era muito amado e que perdoa o filho, apesar de não concordar com o que ele fez.
Paris Bennett, now adulto, despertou atenção global ao relembrar um caso ocorrido em 2007, quando tinha 13 anos. Naquele ano, na casa em que morava nos Estados Unidos, ele teria tirado a vida da irmã caçula, Ella, de 4 anos, após convencer a babá a sair mais cedo.
Segundo relatos da época, o menino esfaqueou a irmã 17 vezes. Em seguida, ligou para a emergência, tentando comunicar que o ato fora acidental. As autoridades, no entanto, concluíram que houve homicídio intencional.
Paris foi julgado como adulto, pois o crime ocorreu quando ainda era menor de idade, e recebeu uma condenação de 40 anos de prisão. Ele cumpre pena em um presídio no Texas e pode pleitear o regime aberto no próximo ano.
Repercussão e depoimentos
Aos 13 anos, Paris gerou grande repercussão ao comentar o crime em entrevista concedida a Piers Morgan, cerca de 12 anos depois. Ele relatou sentir vergonha ao perceber a reação da polícia e descreveu, de forma ampla, sentimentos de solidão durante a infância.
O condenado afirmou não ter justificativas para o ocorrido, alegando ter tido a intenção de obter a atenção da mãe apenas para si. Em outro trecho, Paris reconheceu que não realizou os primeiros socorros seguindo orientações de profissionais.
Perspectiva da família e desdobramentos
A mãe de Paris e Ella contestou a versão apresentada pelo filho sobre a infância. Ela ressaltou que Paris era o único filho do casal por muito tempo, recebia estímulo e afeto, e questionou a origem dos sentimentos de solidão descritos pelo filho.
Em resposta, Paris mencionou dificuldades em definir o que seria amor, admitindo que não consegue explicar plenamente seus sentimentos pela irmã. A mãe afirmou que, apesar da complexidade dos sentimentos, perdoou o filho, mantendo o apoio durante o processo.
O caso permanece como referência de debates sobre violência doméstica, responsabilidade penal de menores e as consequências psicossociais de eventos traumáticos.
Entre na conversa da comunidade