- O árbitro somali Omar Artan foi barrado de entrar nos Estados Unidos e deportado do aeroporto de Miami após interrogatório de 11 horas.
- O governo dos Estados Unidos, sob Donald Trump, afirmou que trabalha para que apenas as pessoas certas entrem no país, em meio a restrições de vistos.
- Uma autoridade da Casa Branca disse que Artan tinha conexões com pessoas suspeitas de pertencer a organizações terroristas e que o governo não permitiria ameaças.
- Artan chegou a Mogadíscio na quarta-feira e foi recebido como herói no principal estádio da capital, chamando o incidente de infeliz e desejando sucesso aos árbitros da Copa.
- A Somália anunciou que vai pedir esclarecimentos aos EUA sobre a proibição e destacou orgulho com as conquistas de seus cidadãos, em meio a tensões migratórias associadas ao evento.
O governo dos Estados Unidos barrou a entrada do árbitro somali Omar Artan no país, segundos antes da Copa do Mundo, sob a justificativa de ligações com pessoas ligadas a organizações terroristas. A decisão ocorreu no fim de semana, com deportação no aeroporto de Miami após interrogatório.
Oficial da Casa Branca afirmou que Artan foi impedido de ingressar aos EUA por conexões com suspeitos de terrorismo, enfatizando que o governo não permitirá ameaças ao país. O presidente Donald Trump falhou em detalhes sobre o caso, mas ressaltou medidas de segurança migratória.
Artan foi interrogado por 11 horas por agentes de imigração em Miami antes de ser deportado. Segundo a autoridade da Casa Branca, o governo manteve a postura de scrutinizar entradas de estrangeiros conforme políticas de segurança.
O árbitro viajava para atuar na Copa do Mundo, conforme informações recebidas pela imprensa. Em depoimento, Artan afirmou ter sido questionado se conhecia membros de Al Shabab, negando vínculo com a organização.
O destino do árbitro foi Mogadíscio, na Somália, onde chegou na quarta-feira (10) e foi recebido com entusiasmo. Ele descreveu o episódio como um incidente infeliz, mas destacou otimismo com os próximos árbitros da competição.
A reação somali enfatizou o orgulho nacional pela presença de Artan e pediu esclarecimentos oficiais aos EUA sobre a proibição. O governo do país acompanhou a situação com atenção diplomática.
A Casa Branca reconheceu o caso como parte de um conjunto de medidas migratórias adotadas por Trump, em meio a um contexto de fluxo de vistos próximo ao início da Copa. Autoridades ressaltaram a revisão de critérios de entrada.
A repercussão envolveu jornadas de apoio à carreira de Artan, que foi por anos reconhecido no país por suas performances como árbitro. A Somália, por sua vez, destaca a relevância de atletas e figuras públicas que atuam no exterior.
O episódio ilustra a coexistência de políticas de segurança com impactos sobre cidadãos e representantes estrangeiros em eventos de grande projeção internacional, como a Copa do Mundo, conforme análise de especialistas.
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