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Argentina recebe novo upgrade da S&P e títulos em dólar sobem

  • A S&P elevou a nota soberana da Argentina de CCC+ para B-, com perspectiva estável.
  • A upgrade ocorreu após o fechamento dos mercados, citando redução de vulnerabilidades fiscais e melhoria da liquidez externa pelo governo de Milei.
  • Títulos em dólar da Argentina subiram, com o bônus de 2035 alcançando 79,4 centavos por dólar, máxima histórica, e o de 2030 avançando mais de 1,2 centavo.
  • A decisão aproxima o país de retornar aos mercados internacionais de capitais; Fitch já havia elevardo o rating em maio.
  • A S&P destaca possibilidade de gestão de passivos e reforço de reservas antes das eleições de 2027, mesmo com pressão esperada no período eleitoral.

A S&P Global Ratings elevou a nota soberana da Argentina de CCC+ para B-, com perspectiva estável, após o fechamento dos mercados na quarta-feira. A agência citou ajuste fiscal e melhoria da liquidez externa como fundamentação, ressaltando avanços na gestão da dívida. Os papéis argentinos em dólar reagiram com alta generalizada na curva de prazo.

Na prática, quem investe viu os títulos subirem, especialmente os bônus com vencimento em 2035, que atingiram 79,4 centavos por dólar — máxima histórica para esses papéis desde 2020. Também houve ganho nos títulos de 2030, que avançaram mais de 1,2 centavo. A elevação ocorre menos de dois meses após a última mudança de rating.

A decisão ocorre em meio a um cenário de superávit fiscal, acúmulo de reservas e redução de vulnerabilidades externas, conforme aponta a S&P. Analistas dizem que o upgrade aproxima a Argentina de reconquistar o acesso aos mercados internacionais, abrindo espaço para futuras emissões. O governo Milei tem perseguido ajuste fiscal, desregulamentação e normalização monetária para sustentar a recuperação.

Expectativas e cenário futuro

A S&P reconhece possível estresse nos próximos 18 meses, diante de eleições de 2027 e dúvidas sobre a durabilidade das reformas. Mesmo assim, a agência afirma que a política atual deve ajudar o país a atravessar o período eleitoral e garantir financiamento. Especialistas apontam que o upgrading aumenta a probabilidade de operações de gestão de passivos para reforçar reservas antes das eleições.

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