- O Departamento de Justiça não contestará a fusão entre Paramount e Warner Bros. Discovery, liberando o acordo de 111 bilhões de dólares.
- Procuradores-gerais de alguns estados devem ainda analisar o negócio e podem abrir ações legais independentes.
- A fusão reúne duas das cinco maiores produtoras de cinema e levanta a possibilidade de menos compradores de roteiros e de empregos para atores e equipes, o que pode afetar salários e valores de material criativo.
- O negócio foi viabilizado pelo empresário David Ellison, com apoio de seu pai, Larry Ellison, e ele teria superado a Netflix para fechar a aquisição da Warner Bros. Discovery no ano passado.
- A empresa resultante manteria Paramount+ e HBO Max como serviços de streaming e reuniria CNN com CBS News sob o mesmo guarda-chuva.
O Departamento de Justiça dos EUA não contestará a fusão entre Paramount e Warner Bros. Discovery, abrindo caminho para o acordo de 111 bilhões de dólares. A informação foi apresentada por duas fontes familiarizadas com os planos da agência na sexta-feira.
A operação envolve dois dos cinco estúdios de cinema de maior peso e, se concretizada, reuniria Paramount e Warner Bros. Discovery. O negócio também criaria a possibilidade de compartilhar serviços de streaming, com Paramount+ e HBO Max sob uma mesma estrutura.
O DOJ pode não ser o último obstáculo. Procuradores-gerais de alguns estados pretendem avaliar a operação de forma criteriosa e podem apresentar ações legais próprias.
A fusão desperta preocupações sobre a redução de compradores para roteiros e de oportunidades de trabalho para atores e equipes, potencialmente impactando salários e valores pagos por material criativo. Em 2022, o órgão bloqueou um acordo de publicação por razões semelhantes.
Os Ellison, David e Pierre, com apoio de Larry Ellison, adquiriram a Paramount no ano passado e chegaram a superar a Netflix em lances para a Warner Bros. Discovery. O grupo pretende unir o estúdio de filmes da Paramount à Warner Bros., criadora de obras como Superman e projetos em desenvolvimento.
A empresa resultante controlaria dois serviços de streaming relevantes e fontes significativas de notícias televisivas, incluindo CNN e CBS News, ampliando a presença no conteúdo audiovisual e jornalístico.
Status e próximos passos
O acordo ainda depende de avaliação de autoridades estaduais e de eventuais contestações legais. Não há prazo definido para a conclusão nem confirmação de eventual aprovação final pelas autoridades regulatórias.
O desenvolvimento é descrito como uma história em evolução, com atualizações esperadas conforme novas informações forem surgindo. Fontes indicam que decisões adicionais podem emergir nos próximos meses.
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