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O que causa chuva de granizo e como o fenômeno ocorre

Granizo se forma em nuvens cumulonimbus por ciclos de subida e descida de gelo; pode danificar plantas, veículos e telhados, especialmente no Sul e Sudeste entre outubro e março

Foto: Pexels / Stefan Stefancik
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  • O granizo é feito de pedras de gelo que caem durante tempestades, formadas em nuvens cumulonimbus por ciclos de congelamento de gotículas e recuo por ventos.
  • O tamanho varia de grãos de areia a bolas maiores; a velocidade de queda depende do tamanho e pode causar danos a plantações, veículos e telhados, chegando a partir para quebrar vidro e ferir pessoas em casos extremos.
  • Exemplos extremos: na Argentina, em 2018, granizos mediram entre 18,7 e 23,6 centímetros de diâmetro; nos Estados Unidos, em 2010, houve granizo de 20,3 centímetros de diâmetro e cerca de 900 gramas.
  • No Brasil, regiões sul e sudeste são mais atingidas, especialmente entre outubro e março, com cidades do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo apresentando ocorrências frequentes; mudanças climáticas aumentam a severidade das tempestades.
  • Não há forma de evitar o granizo; recomenda-se ficar em local fechado durante tempestades, manter veículos cobertos e reforçar telhados, além de acompanhar previsões do tempo e alertas meteorológicos.

O fenômeno ocorre quando pedaços de gelo caem do céu durante tempestades de grande desenvolvimento vertical. A chuva de granizo envolve bolas ou fragmentos duros que variam de grãos de areia a tamanho de laranja. O granizo é comum em climas temperados, também ocorre no Brasil.

Ele se forma dentro de nuvens do tipo cumulonimbus, com correntes de ar ascendentes que elevam gotículas para camadas muito frias. Lá, as gotículas congelam, formam núcleos de gelo e descem. Nesse trajeto, voltam a subir com novas gotículas.

Os núcleos sobem e descem repetidamente, ganhando camadas de gelo cada vez que passam por regiões úmidas. Quando o peso supera a sustentação do vento, o objeto cai. O tamanho determina a velocidade de queda e o dano potencial.

Granizos grandes podem provocar danos a plantações, veículos e telhados e, em casos extremos, quebrar vidros e ferir pessoas. Embora comuns, houve registros históricos de pedras com diâmetros superiores a 18 cm, em ambientes distintos.

No Brasil, o Sul e o Sudeste são mais atingidos, sobretudo entre outubro e março. Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo registram ocorrências frequentes. A mudança climática tende a intensificar eventos severos de granizo.

Não há como evitar o fenômeno, mas há medidas preventivas. Buscar abrigo durante tempestades fortes, manter veículos em locais cobertos e reforçar telhados ajudam a reduzir danos. Alertas e previsões via apps são aliados importantes.

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