- Raissa Rodrigues, de Itapetininga (SP), fez rope jump em 16 de maio pela empresa Entre Cordas, a mesma associada ao acidente que matou Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, 21 anos.
- O rope jump utiliza cordas estáticas e não tem elasticidade; Raissa relatou ter passado por orientações de segurança antes do salto.
- Ela publicou o vídeo do salto em 30 de maio; após o caso, recebeu ofensas online por suposta tentativa de se promover.
- Maria Eduarda morreu ao ser lançada de uma altura de cerca de 40 metros sem estar presa ao equipamento; a corda deveria estar presa, mas ficou no chão.
- Três homens foram autuados em flagrante por homicídio com dolo eventual; a investigação fica a cargo do 2º Distrito Policial de Limeira.
Raissa Rodrigues, 28 anos, de Itapetininga, SP, praticou rope jump em 16 de maio com a empresa Entre Cordas. Um vídeo do salto foi publicado em suas redes em 30 de maio e tornou-se tema de repercussão após o acidente com Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, 21, que faleceu após ser lançada sem corda.
A jovem de Itapetininga afirma ter feito o salto na mesma empresa, no mesmo local e com o mesmo instrutor envolvido no caso que resultou na morte de Maria Eduarda. Ela descreve que, antes do salto, houve conferência de equipamentos e orientações da equipe.
No relato, Raissa diz ter percebido o peso da corda de segurança ao prender o equipamento na cintura. Ela questionou como a vítima não sentiu o peso, mas atribuiu o impacto ao ambiente de alta adrenalina, não à conclusão sobre falha específica.
A professora, que produz conteúdo para redes, publicou o vídeo do salto duas semanas antes do acidente. Após a notícia ganhar força, ela recebeu mensagens de ódio e acusações de tentar se promover com a tragédia, segundo relatou.
Em imagens, Raissa aparece com capacete e o arnês, segurando uma câmera. O vídeo mostra a passagem pela passarela e o impulso para o salto, com três homens auxiliando no deslocamento pela estrutura de pedra.
A morte
Maria Eduarda caiu cerca de 40 metros durante o rope jump sem corda. O atendimento médico no local confirmou o óbito. A Polícia Civil informou que o equipamento essencial não estava preso adequadamente, permanecendo no chão.
Três homens foram autuados em flagrante por homicídio com dolo eventual: Luís Felipe Feliciano Egoroff, 32 anos; Vitor de Freitas Gonçalves, 27; e Maicon Fernandes Cintra, 42. O advogado que representa os suspeitos afirma que o rope jumping não é regulamentado, mas não proibido.
A defesa ressalta que a atividade reunia aproximadamente 100 participantes no dia do ocorrido e que os envolvidos trabalham na prática há anos sem histórico de acidentes. A investigação permanece sob responsabilidade do 2º Distrito Policial de Limeira.
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