- STF condena Eduardo Bolsonaro a 4 anos e 2 meses de prisão em regime semiaberto por coação no curso do processo, com 50 dias-multa totalizando cerca de R$ 162 mil.
- Além da pena, houve perda do cargo de escrivão da Polícia Federal e inelegibilidade de 8 anos após o cumprimento da pena; ele permanece em autoexílio nos Estados Unidos.
- Os efeitos da condenação não são imediatos; o acórdão precisa ser publicado e a defesa pode apresentar embargos de declaração, já que o julgamento foi unânime.
- A prisão só pode ocorrer após o trânsito em julgado; no momento não há mandado de prisão expedido que permita a detenção na chegada ao Brasil.
- Existe possibilidade de extradição caso haja prisão preventiva ou condenação definitiva; o Brasil pode solicitar aos EUA, mas a decisão depende das autoridades americanas; se permanecer no exterior, pode haver inclusão na Difusão Vermelha da Interpol e a inelegibilidade já consta para a chapa de André do Prado.
O STF condenou Eduardo Bolsonaro por coação no curso do processo, ao tentar interferir na ação penal que levou o ex-presidente Jair Bolsonaro a ser condenado por tentativa de golpe de Estado. A decisão foi unânime, tomada pela 1ª Turma na terça-feira (16.jun.2026). A pena é de 4 anos e 2 meses de prisão, em regime semiaberto, com 50 dias-multa de dois salários mínimos cada, totalizando cerca de R$ 162 mil.
Além da pena, o STF determinou a perda do cargo de escrivão da Polícia Federal e declarou Eduardo inelegível por 8 anos após o cumprimento integral da pena. O filho de Jair Bolsonaro está em autoexílio nos Estados Unidos desde 2025 e não tem advogado particular no processo; a atuação ficou a cargo da Defensoria Pública da União.
A condenação por crime contra a administração pública também acarreta efeitos eleitorais, com a anotação da inelegibilidade. Eduardo é 1º suplente da pré-candidatura de André do Prado ao Senado pelo PL. A oficialização da candidatura está prevista para este sábado, em Guarulhos (SP).
PRÓXIMOS PASSOS
O acórdão será publicado, abrindo prazo para recursos. Como o julgamento foi unânime, as chances de recurso para modificar o mérito são limitadas. Embargos de declaração podem sanar omissões, contradições ou obscuridades, visando protelar a eficácia da decisão ou discutir nulidades.
Caso haja trânsito em julgado, a pena poderá ser executada. Por ora, Eduardo Bolsonaro não pode ser preso apenas pela condenação, sem mandado de prisão em aberto ou decisão de prisão preventiva do STF. A atuação da Defensoria Pública busca garantir a regularidade do processo.
Sobre extradição, o Brasil poderá solicitar, por via diplomática, a cooperação dos EUA. Os Estados Unidos não são obrigados a aceitar o pedido, que depende do tratado e dos requisitos legais. Se não houver retorno, o STF pode incluir o nome de Eduardo na Difusão Vermelha da Interpol.
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