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Deficiência de B12 pode causar confusão mental e irritabilidade, alertam especialistas

Deficiência de vitamina B12 pode provocar confusão mental e irritabilidade; alerta especialistas destaca sinais inespecíficos e necessidade de diagnóstico precoce

Créditos: Foto/Divulgação
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  • Deficiência de vitamina B12 pode causar confusão mental, irritabilidade e cansaço, com alterações neurológicas mesmo na ausência de anemia, segundo a ABRAN.
  • A B12 é fundamental para DNA, mielina e metabolismo; a deficiência pode ter manifestações hematológicas e neurológicas em várias partes do corpo.
  • Os sintomas são inespecíficos e podem imitar transtornos psiquiátricos; há casos em que a reposição melhorou sinais como ansiedade e depressão.
  • Grupos mais suscetíveis incluem vegetarianos/vegano, 60 anos ou mais, gestantes, pacientes submetidos à bariátrica e usuários de medicamentos que reduzem a acidez gástrica.
  • O diagnóstico envolve hemograma e dosagem sérica de B12; abaixo de 200 pg/mL indica deficiência; 200–300 pg/mL exige exames adicionais; tratamento envolve suplementação por vias intramuscular, oral, sublingual ou intranasal, com crescente evidência da eficácia da via sublingual.

A deficiência de vitamina B12 pode provocar confusão mental, irritabilidade e cansaço persistente, estados muitas vezes atribuídos ao estresse ou a transtornos emocionais. Especialistas ressaltam que esses sinais podem indicar deficiência, mesmo sem anemia, e destacam a necessidade de diagnóstico precoce.

Um consenso da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN) aponta que a B12 é essencial para DNA, mielina e metabolismo celular, entre outras funções. A deficiência pode trazer alterações neurológicas significativas, além de questões hematológicas, em indivíduos de diferentes perfis.

Estima-se que a condição seja comum e subdiagnosticada. A dificuldade de absorção envolve ácido gástrico, proteínas transportadoras e o fator intrínseco, o que explica ocorrências mesmo entre quem consome alimentos ricos em B12.

Quem está em risco

Vegetarianos, veganos e pessoas com 60 anos ou mais aparecem entre os grupos mais suscetíveis. Gravidez, cirurgia bariátrica e uso de medicamentos que reduzem a acidez gástrica, como a metformina, também elevam o risco. Alimentos de origem animal são as principais fontes, mas absorção é complexa.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico começa com hemograma e dosagem sérica de B12. Valores abaixo de 200 pg/mL indicam deficiência. Entre 200 e 300 pg/mL, exames adicionais como holotranscobalamina, ácido metilmalônico e homocisteína ajudam a confirmar.

Tratamento e recomendações

A reposição da vitamina pode ocorrer por via intramuscular, subcutânea, oral, sublingual ou intranasal. A evidência recente favorece a suplementação sublingual, com eficácia semelhante à intramuscular para corrigir níveis e alterações hematológicas, inclusive em crianças.

Observação clínica e casos

A divulgação ressalta que sinais como irritabilidade, queda de concentração e “mente embaçada” não são exclusivos da deficiência. Caso ocorra confirmação, a reposição deve ser orientada por profissional de saúde, considerando absorção e comorbidade.

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