- PF e Interpol anunciam coalizão para combater crimes na América do Sul, com foco em tráfico de drogas, tráfico de armas e tráfico de pessoas.
- A iniciativa foi discutida após a participação na Cúpula do G7, em Évian-Les-Bains, na França, com destaque ao esforço global contra o crime organizado.
- O chefe da PF destacou que o Brasil retirou mais de R$ 10 bilhões do crime organizado no ano passado e que a parceria deverá ampliar a recuperação de ativos no exterior.
- O acordo prevê integração com a Febraban e outras instituições financeiras para permitir consultas à base de dados da Polícia Federal e, futuramente, acesso a bases da Interpol.
- O secretário-geral da Interpol, Valdecy Urquiza, disse que a coalizão visa gerar informações de inteligência para apoiar investigações regionais, com apoio financeiro do Brasil e foco também no combate ao tráfico de pessoas; há expectativa de adido adjunto na Suíça ainda em 2026.
O diretor-geral da Polícia Federal (PF) anunciou uma coalizão com a Interpol para ampliar o combate ao tráfico de drogas, de armas e ao crime organizado na América do Sul. A declaração ocorreu após a participação na Cúpula do G7, em Évian-Les-Bains, na França, onde integra a comitiva presidencial.
Segundo o chefe da PF, há um esforço global de segurança para enfrentar a infraestrutura financeira do crime organizado, incluindo a recuperação de ativos. Na fala, destacou a atuação da nova divisão da Interpol voltada à difusão de ativos no exterior e citou avanços no Brasil.
A parceria com a Interpol deve ampliar a capacidade de rastrear patrimônios ocultos e facilitar o intercâmbio de informações de inteligência entre as redes de cooperação regional. O objetivo é fortalecer investigações contra quadrilhas e o tráfico de pessoas, com apoio financeiro do Brasil.
Cooperação com o sistema financeiro e adido suíço
Representantes da PF discutiram com o sistema financeiro brasileiro, incluindo a Febraban, a possibilidade de consultar bases de dados da PF para aumentar a confiabilidade do controle financeiro. Também houve tratativas sobre acesso a dados da Interpol.
O secretário-geral da Interpol, Valdecy Urquiza, afirmou que a coalizão busca gerar informações de inteligência para apoiar investigações na região. Ele mencionou o apoio financeiro brasileiro e a atuação no combate ao tráfico de pessoas.
Sobre a atuação internacional da PF, Andrei Rodrigues informou que a cooperação abre caminho para o envio de ações conjuntas e o compartilhamento de competências entre países sul-americanos.
Adido da PF na Suíça
Em Davos, houve reunião com representantes do governo suíço para tratar da designação de um adido policial federal adjunto. O cargo deverá apoiar a cooperação policial e jurídica entre Brasil e Suíça.
A expectativa é de que o adido seja designado ainda neste ano de 2026, fortalecendo a atuação coordenada entre os dois países em matéria de segurança e combate ao crime transnacional.
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