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Aramco estuda ampliar capacidade de armazenamento externo

Aramco avalia ampliar capacidade de armazenamento externo global, citando lições da crise e foco em segurança energética

El gobernador del fondo soberano de Arabia, PIF, Yasir O. Al-Rumayyan, que también preside la petrolera estatal Aramco.
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  • Aramco avalia ampliar as capacidades de armazenamento externas, com foco em nível global, incluindo instalações na Ásia, Coreia e Japão.
  • Yasir Al-Rumayyan afirmou que reservas estratégicas evitaram um cenário muito pior e que a empresa tem aprendido com a crise.
  • China possui cerca de mil e duzentos milhões de barris de armazenamento e os Estados Unidos, quase oitocentos milhões, segundo o executivo.
  • O setor energético não depende apenas de combustíveis; a crise afetou petroquímicos, fertilizantes, manufatura avançada e semicondutores.
  • Em investimentos internacionais, o presidente do Conselho e governador do Fundo Soberano, prevê mais de 10,4 bilhões de euros em Europa até 2030, com obstáculos regulatórios ainda a superar.

Aramco avalia ampliar capacidade de armazenamento externo. Yasir Al-Rumayyan, presidente da empresa, afirmou que a operação considera aumentar reservas globais, com ênfase em Asia, Coreia e Japão. A declaração ocorreu durante a conferência organizada pela Future Investment Initiative, em Roma.

O executivo ressaltou que a China possui cerca de 1,2 bilhão de barris em armazenamento e os EUA, quase 800 milhões. Segundo ele, a visão de longo prazo evita que o mundo enfrente uma crise ainda mais grave. A fala ocorreu após o acordo entre EUA e Irã, que deve ser ratificado na Suíça.

Al-Rumayyan lembrou que, no início do conflito, várias instalações da Aramco foram atingidas por missiles iranianos, incluindo uma refinaria perto de Yanbu, no Mar Vermelho. Ainda assim, a disponibilidade operacional permaneceu acima de 99% e as unidades afetadas foram reativadas em semanas.

Ele defendeu a importância da segurança energética com base em um entendimento realista. Em sua visão, as energias emergentes não substituirão os combustíveis fósseis, especialmente para petroquímica, fertilizantes e setor de manufatura avançada.

Investimento na Europa

Mesmo em meio à incerteza, Al-Rumayyan, que também é governador do PIF, disse que o fundo continua diversificando a carteira com foco no longo prazo. Previsões indicam investimentos acima de 10,4 bilhões de euros até 2030 na região.

Entre 2017 e 2025, a Aramco e o PIF investiram dezenas de bilhões na Europa e no Reino Unido, gerando centenas de milhares de empregos. Discrepâncias regulatórias aparecem como obstáculo para ampliar investimentos e manter ativos na região.

O executivo não detalhou propostas específicas, mas apontou que regras sobre subsídios estrangeiros na UE podem afetar licitações, fusões e operações. Analistas veem necessidade de soluções regulatórias para reduzir entraves.

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