- Em Taï National Park, Côte d’Ivoire, pesquisadores seguem trilhas naturais que levam a ninhos da preguiça-das-rochas, aves conhecida como picatarte-de-nariz-branco (Picathartes gymnocephalus), que nidificam em cavernas e avantes rochosos.
- A área abriga também duikers de Jentink (Cephalophus jentinki), que utilizam abrigos sob saliências para se proteger da chuva; a espécie é relatada como presente na população local em boa condição.
- O passeio mostra sinais de atividade animal: covas indicam potamochoerus porcus (porco-d’águia) procurando alimento e uma civeta africana (Civettictis civetta) com comedouros de milípedos.
- Gramíneas de hornbill (aves de grande porte) ocupam a copa, com hornbills de casquete preta e outras espécies contribuindo para a dispersão de sementes de várias árvores.
- Nas proximidades, o guia destaca que os ninhos de picatarte exibem sinais de renovação com lama fresca, sugerindo preparação para a temporada de reprodução; o animal é considerado raro e belo pela população local.
Taï National Park, Côte d’Ivoire — Uma expedição pelo interior da floresta revela o foco da busca: o cérebro da colônia de grey-necked picathartes, aves raras que nidificam em cavernas e paredes rochosas. O trajeto é marcado por trilhas antigas, mantidas pela atividade de grandes e pequenos mamíferos.
Guia local, Gliman Hyacinthe, e o herpetólogo Michele Menegon guiam a equipe até um abrigo rochoso com três ninhos de argila. Os ninhos, escuros e endurecidos pelo tempo, passam por reformas recentes para a próxima temporada de reprodução.
Entre pegadas de duikers, sinais de javalis-dourados e o canto de hornbills, o grupo registra espécies associadas ao mesmo ecossistema. Entre elas, o Jentink’s duiker e o loulou, além de outras aves que compõem a teia alimentar da área.
O esforço combina ciência e conservação: Menegon atua como diretor de conservação de biodiversidade da Leadership for Conservation in Africa e a parceria com EBURCO sustenta o trabalho do OIPR. A presença das aves destaca a riqueza da maior reserva florestal intacta da região.
A clareza do caminho revela que o parque abriga também espécies de tambores de folhas, macacos e civetas, todos contribuindo para a dispersão de sementes. Em Taï, a natureza ainda preserva uma combinação única de espécies da Mata Atlântica africana.
Entre na conversa da comunidade