- Flávio Bolsonaro afirmou que a origem do caso Master estaria no PT da Bahia, em entrevista à Jovem Pan, em 18 de junho de 2026.
- A Polícia Federal deflagrou a operação Compliance Zero, envolvendo o alvo Jaques Wagner (PT-BA) em apurações sobre irregularidades relacionadas ao Banco Master.
- O pré-candidato à Presidência disse que o PT resiste à criação de uma CPMI do Master por temer as investigações.
- Jaques Wagner afirmou ter assinado o pedido de criação da CPMI e negou vínculos comerciais com o Master ou com a Credcesta.
- A operação Compliance Zero já passou por diversas fases desde novembro de 2025, com prisões, buscas e bloqueios de ativos ligados ao caso.
O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência, afirmou que a origem do caso Master está ligada ao PT da Bahia. Em entrevista à Rádio Jovem Pan, ele disse que o cerne das irregularidades foi iniciado no estado e que outras lideranças do PT da Bahia teriam atuado para beneficiar Augusto Lima, ex-sócio do Master.
A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira, 18 de junho de 2026, uma operação ligada à Organização Compliance Zero com um alvo principal: o senador Jaques Wagner (PT-BA). A ação integra a investigação sobre possíveis irregularidades relacionadas ao Banco Master.
Flávio Bolsonaro sustentou que o PT da Bahia resiste a uma CPMI para investigar o caso, afirmando que o partido teme as investigações. Ele ressaltou que a CPMI poderia esclarecer o que, segundo ele, já estaria exposto pela apuração.
Jaques Wagner afirmou, na mesma linha, que assinou o pedido de criação da CPMI do Master e negou qualquer vínculo com a instituição financeira ou com a Credcesta. O senador afirmou ter assinado para não parecer que havia preocupação com a comissão.
A operação da PF ocorreu no âmbito da Compliance Zero, que investiga supostas fraudes ligadas ao Master. A tramitação começou no STF, com decisões de ministros como Dias Toffoli e André Mendonça, que assumiu a relatoria.
A fase inicial da Compliance Zero prendeu executivos ligados ao Master, com depois utilizações de medidas como tornozeleiras eletrônicas e retorno domiciliar autorizado pela Justiça. O conjunto de fases envolve prisões, buscas e apreensões em vários estados.
Entre os desdobramentos, há informações de que o fundador Daniel Vorcaro seria alvo de prisões e de delação premiada. O caso envolve also operações de maquiagem de caixa e uso de recursos para financiamentos de atividades ligadas ao Master.
O caso Master também passou por fases que incluíram o envolvimento de autoridades do BRB e movimentos de propina supostamente ligados a Vorcaro. Em fases recentes, autoridades apuram possíveis repasses e vínculos com agentes públicos.
Em maio, um áudio divulgado pelo Intercept Brasil mostrou uma conversa entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro sobre pagamento para financiar o filme Dark Horse, que retrata Jair Bolsonaro. Flávio nega irregularidades e não consta como alvo da operação em curso.
Mais recentemente, houve deflagração da 9ª fase da Compliance Zero, com medidas cautelares contra Jaques Wagner, incluindo a proibição de atuar com empresas ligadas ao Master. O ministro Mendonça determinou limitações de comunicação com investigados, exceto em casos familiares.
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