- Foi descrita uma nova espécie de tubarão caminhante, Hemiscyllium dudgeonae, nas águas rasas e remotas do sudeste de Papua Nova Guiné, em Milne Bay.
- O nome homenageia Christine Dudgeon; a confirmação ocorreu após análise genética pela equipe liderada por Jess Blakeway.
- A descoberta aconteceu durante levantamentos após a meia-noite; é a primeira nova espécie do gênero Hemiscyllium desde 2013 e a décima da família.
- Foram encontrados onze indivíduos com o mesmo padrão nascidos em três locais, em habitats de ervas marinhas rasas e encostas de recifes de coral.
- O status de conservação é desconhecido; pesquisadores destacam a importância de proteger os habitats locais e a biodiversidade de Milne Bay.
Foi descrita uma nova espécie de walking shark, adapteda para águas rasas, na região sudeste de Papua-Nova Guiné. O animal, nomeado Hemiscyllium dudgeonae, foi encontrado por uma equipe liderada por Christine Dudgeon durante levantamentos noturnos em Milne Bay.
A descoberta ocorreu após a captura de um peixe de aproximadamente 1 metro, manualmente, por Dudgeon e a equipe. Em seguida, Jess Blakeway, autora principal do estudo, percebeu um padrão de coloração diferente dos walking sharks já conhecidos.
Paralelamente, entre os dias seguintes, pesquisadores identificaram 11 indivíduos com o novo padrão em três locais, incluindo machos, fêmeas, juvenis e adultos. A confirmação veio por meio de análises genéticas.
Detalhes da descoberta e características
Dudgeon explicou que o novo animal apresenta listras brancas com manchas marrons, distinto dos padrões observados em espécies perto de Milne Bay. O conjunto de habitats inclui vegetação de seagrass e topos de recifes, similares aos de outras espécies da região.
Segundo o estudo, Hemiscyllium dudgeonae é o décimo espécie do gênero Hemiscyllium, nativo de águas rasas de Australia e Papua-Nova Guiné. A equipe observa que a espécie tem distribuição estreita, o que pode indicar vulnerabilidade.
Contexto científico e preservação
Blakeway ressaltou que a confirmação genética legitima a identificação da espécie, sendo a primeira descrição de um novo membro do gênero desde 2013. O status de conservação ainda não foi avaliado.
Dudgeon destacou a parceria com comunidades locais de Papua-Nova Guiné e Milne Bay, que apoiaram o levantamento. A pesquisadora afirma que o redesenho de políticas de proteção pode beneficiar habitats e biodiversidade regional.
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