- Repsol busca financiar o projeto Aguayo II com apoio do Banco Europeu de Investimentos (BEI) antes de decidir investir 900 milhões de euros na expansão da usina hidroelétrica de San Miguel de Aguayo, em Cantabria.
- O plano é quadrulicar a capacidade, de 360 MW para cerca de 1.400 MW, com previsão de operação em 2030, tornando a usina uma das maiores da Espanha e da Europa.
- O BEI pode conceder crédito suave para o projeto, que visa ampliar o armazenamento de energia por bombeamento e apoiar a transição energética na região.
- O governo espanhol aprovou a Autorizaçāo Administrativa Previa e a de Construção de Aguayo II, além da Declaração de Utilidade Pública, ainda sujeita a tramitações administrativas.
- Aguayo II já tem apoio europeu anterior (foi incluído como PCI em 2023 e recebeu 180 milhões de euros de fundos CEF); ainda não foi informado o montante final de financiamento do BEI nem da parte pública.
O Banco Europeo de Inversiones (BEI) analisa conceder um empréstimo suave para a expansão da central hidrelétrica Aguayo, em Cantabria. A decisão depende de Repsol de aprovar ou não um investimento de 900 milhões de euros no projeto, conhecido como Aguayo II.
Agiota do BEI avalia liberar financiamento para ampliar a central de San Miguel de Aguayo, que passaria de 360 MW para cerca de 1.400 MW. A obra está prevista para entrar em operação em 2030, tornando-a uma das maiores do setor de bombeamento na Europa.
Repsol busca facilitar o custo do projeto diante do cenário de subida de juros. O BEI já pode liberar fundos para apoiar o empreendimento, que integra o portfólio de investimentos em energias limpas da empresa.
Detalhes do financiamento e contexto
O BEI divulga que Aguayo II aumentará a capacidade de armazenamento de energia por bombeamento, contribuindo para a integração de energia eólica e solar. O banco aponta ganhos ambientais, criação de emprego e contribuição à segurança do abastecimento.
A iniciativa recebeu apoio público anterior, com a UE incluindo Aguayo II em 2023 como Projeto de Interesse Comum (PCI) e destinação de 180 milhões de euros via fundos CEF. A Autorização Administrativa Previa e a de Construção já foram aprovadas pelo Governo espanhol.
A fase atual envolve tramitação ambiental e administrativa. A empresa planeja instalar conduções subterrâneas e turbinas reversíveis, sem ampliar o tamanho do reservatório, minimizando impactos visuais. A obra utiliza plataformas já existentes na região.
Avanços, impactos e próximos passos
Para a construção, a Repsol estima a geração de cerca de 1.000 empregos durante a fase de obras. O projeto também é visto como instrumento para reduzir emissões e garantir fornecimento estável de energia.
O BEI já financiou projetos anteriores da Repsol, como plantas de biocombustíveis avançados (2022) e parques eólicos e usinas fotovoltaicas (2023), com somas expressivas. Em 2026, a empresa anunciou a venda de 49% de parte de sua carteira de renováveis a Masdar.
Até o momento, nem o BEI nem a Repsol confirmaram o montante final disponível nem o valor exato do empréstimo que poderá ser concedido para Aguayo II. A decisão permanece em estudo, com possibilidade de empréstimo significativo, mas ainda não definida.
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