- Donald Trump alegou que Giorgia Meloni o pediu para tirar uma foto com ele durante a cúpula do G7 em Évian, dizendo que ela queria a imagem “tanto” que “eu não teria tirado, mas senti pena dela”.
- Meloni rebateu, dizendo que as declarações de Trump são totalmente inventadas e que ficou “surpresa” com o comportamento do aliado.
- A fala provocou indignação na Itália, com solidariedade a Meloni de várias vertentes políticas e o ministro das Relações Exteriores, Antonio Tajani, cancelando viagem aos EUA.
- Meloni publicou vídeo no Instagram afirmando que “Itália e eu nunca imploramos” e que Trump não demonstra a mesma firmeza com inimigos do Ocidente.
Giorgia Meloni, primeira-ministra da Itália, negou veementemente uma declaração feita por Donald Trump de que ela teria implorado para tirar uma foto com ele durante a cúpula do G7 em Évian. Em vídeo publicado nas redes, Meloni afirmou que as declarações do ex-presidente americano são totalmente inventadas e que ficou surpresa com o comportamento dele em relação aos aliados.
A reaproximação entre os dois ocorreu após desentendimentos em abril, provocados pela posição de Trump sobre a guerra no Irã. Durante o encontro, eles teriam mantido conversas informais em os lados da reunião, sugerindo uma retomada de relacionamento.
A fala de Trump gerou indignação na Itália e apoio rápido a Meloni de diversos setores políticos. O ministro das Relações Exteriores, Antonio Tajani, chegou a cancelar uma viagem prevista aos Estados Unidos na próxima semana.
Repercussões na Itália
Meloni respondeu em formato de vídeo no Instagram, com a legenda Itália e eu nunca imploramos. A chefe de governo reiterou que as declarações de Trump não correspondem à realidade e expressou surpresa com o tom adotado pelo norte-americano em relação a aliados.
Ela explicou que não houve qualquer pedido de foto por parte dela e que considera lamentável o comportamento de Trump em relação aos aliados ocidentais. A premiê destacou ainda a necessidade de manter postura firme diante de atitudes que descreve como inadequadas.
A cada passo, o governo italiano reforça a importância da relação transatlântica com base em respeito mútuo e cooperação. O episódio amplia o debate sobre a responsabilidade de líderes estrangeiros ao falar publicamente sobre aliados.
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