- Após a renúncia de Keir Starmer, Andy Burnham surge como favorito para liderar o Partido Trabalhista e tornar-se primeiro-ministro, podendo ser o primeiro católico a governar o Reino Unido na era moderna.
- A eleição interna do Partido Trabalhista começa em 9 de julho; quem vencer assume o governo, já que o partido detém a maioria na Câmara dos Comuns.
- Burnham tem carreira pública desde 2001, já foi ministro em governos de Tony Blair e Gordon Brown, e, nos últimos nove anos, atua como prefeito da Grande Manchester.
- O apelido “Rei do Norte” vem de sua defesa dos interesses da região norte contra a centralização de investimentos em Londres; destacou-se ao enfrentar Boris Johnson durante a pandemia.
- Em relação à Igreja Católica, foi criado em família irlandesa, estudou em escolas católicas e chegou a ser coroinha; mantém fé, mas já criticou posições tradicionais sobre sexualidade e apoiou a legalização da morte assistida.
Andy Burnham surge como favorito para liderar o Partido Trabalhista e, potencialmente, o Reino Unido, após a renúncia de Keir Starmer nesta segunda-feira. O ex-prefeito de Manchester pode se tornar o primeiro católico declarado a governar o país na era moderna.
Burnham, que recentemente foi eleito deputado por Makerfield, confirmou a intenção de disputar a liderança do Partido Trabalhista. Como a bancada tem maioria na Câmara dos Comuns, vence quem conquistar a posição no processo interno do partido.
A trajetória política dele abrange cargos de ministro em Tesouro, Cultura e Saúde, sob Tony Blair e Gordon Brown, além de nove anos como prefeito da Grande Manchester, o que elevou seu perfil nacional.
Conhecido como o Rei do Norte, Burnham defende interesses da região frente à centralização de investimentos em Londres. Durante a pandemia, criticou o governo de Boris Johnson para obter apoio financeiro regional.
A relação com a Igreja Católica é histórica: criado em família irlandesa, estudou em escolas católicas e foi coroinha. Ele mantém fé forte, mas já externou críticas a posições tradicionais sobre sexualidade e apoia a legalização da morte assistida.
Processo de escolha interna
O calendário prevê o início da eleição interna no dia 9 de julho. A expectativa é que o nome do novo líder, e do novo premiê, seja anunciado até setembro, conforme o ritmo do processo.
A cobertura aponta que a mudança pode impactar não apenas o comando do Labour, mas a condução política do país, dependendo da disputa interna e das alianças criadas ao longo dos meses.
Fonte: apuração da equipe da Gazeta do Povo. Leia a reportagem completa para entender os desdobramentos e as diferentes leituras sobre a candidatura de Burnham.
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