- O presidente da associação de aeroportos da Europa pediu que o sistema de verificação biométrica de fronteira, o novo sistema europeu de verificação de fronteira (EES), seja repensado e que haja flexibilidade para suspendê-lo quando necessário.
- O atraso nas filas de controle de passaportes tem deixado passageiros e diretores de companhias aéreas preocupados, com incidentes recentes em Atenas e voos perdidos de Milão a Manchester.
- O EES exige que a maioria dos viajantes de fora do Espaço Econômico Europeu registre dados biométricos, como rosto e impressões digitais, para checagens a cada passagem pela zona Schengen.
- A Ryanair citou atrasos na fronteira como causa de alguns clientes ficarem impedidos de embarcar; as autoridades de aeroportos apontam congestionamento ligado a requisitos adicionais de processamento.
- Houve relatos de possíveis isenções para passageiros britânicos em destinos como Grécia, Portugal e Itália, mas a Comissão Europeia afirmou que não há planos nesse sentido.
O chefe do grupo de lobby dos aeroportos europeus afirma que as preocupações com o novo sistema de controle fronteiriço digital estão mantendo a direção acordada durante a noite. O recado é de que o EES não funciona como prometido. A crítica chega após episódios de atrasos e passageiros retidos.
A implementação do EES exige que a maioria dos viajantes vindos de fora do Espaço Econômico Europeu registre dados biométricos, como rosto e digitais, para cruzar fronteiras no espaço Schengen. Empresas aéreas relatam filas maiores e tempo extra de despacho de embarque em vários aeroportos.
Nesta semana, relatos apontaram passageiros da Ryanair ficando presos em Atenas após o voo para Londres Luton partir sem eles. A Ryanair atribuiu o problema a atrasos na fronteira; o aeroporto citou congestionamento decorrente de exigências adicionais de processamento. O EES não foi atribuído formalmente como causa.
Reação do setor
Schulte afirmou que é necessária flexibilidade total para suspender o EES quando houver caos. A ideia é evitar recorrentes transtornos aos viajantes e preservar a reputação de destinos europeus como recebedores de turismo.
Entre os casos recentes, passageiros em Milão, Bergamo e Linate perderam voos para Manchester em abril por dificuldades no controle de passaportes. O setor tem pedido ajustes operacionais para reduzir impactos no fluxo de passageiros.
Contexto e desdobramentos
Governo da Grécia indicou que visitantes não devem enfrentar entraves excessivos ao entrar ou sair do país, embora tenha ocorrido disputas sobre eventuais isenções. Em março, autoridades brasileiras relataram discussões sobre possíveis exceções, mas a Comissão Europeia negou planos nesse sentido.
Portuguesa e italiana estudam alternativas para mitigar filas, segundo fontes da Comissão Europeia. As autoridades destacam que a implementação envolve ajustes técnicos e logísticos, com impactos variados dependendo do aeroporto e do fluxo de viajantes.
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