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Saúde privada oferece instalações para reduzir filas na rede pública

ASPE defende ampliar uso da saúde privada para reduzir listas de espera, com colaboração público-privada e resposta à demanda crescente

José Manuel Baltar, presidente de la patronal de la sanidad privada ASPE, en una imagen cedida por la organización.
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  • José Manuel Baltar tornou-se presidente da patronal de saúde privada ASPE em 23 de abril e apresentou a pauta para fortalecer a atuação da privada, que estaria concentrando 31% das camas hospitalares na Espanha; a ASPE reúne 850 associados e 1.300 centros.
  • Em sua primeira fala aos jornalistas, ele defendeu a colaboração público-privada para reduzir as listas de espera, que, segundo dados do final de 2025 do Ministério da Saúde, somam 853.509 pessoas, 7.000 a mais que há um ano.
  • Baltar reiterou apoio aos modelos de convênio, concerto e concessão e disse que oferecerá soluções técnicas e organizativas para ampliar a utilização da capacidade da prestação privada.
  • O Ministério da Saúde, liderado por Mónica García e Javier Padilla no âmbito do governo vigente, seria visto pela ASPE como adotando um “cordão sanitário” ao setor privado por meio da Lei de Gestão Pública, que proíbe privatização, com apenas três exceções.
  • A norma enfrenta prazos apertados de tramitação e incerteza parlamentar, com eleições gerais previstas para o próximo ano, complicando sua aprovação; Baltar criticou a redução da oferta assistencial e pediu evitar posicionamentos ideológicos.

José Manuel Baltar assumiu a presidência da patronal ASPE no dia 23 de abril e já apresentou a sua visão para a sanidade privada. Em sua primeira coletiva, ele destacou o papel da iniciativa privada como parte essencial do sistema de saúde, representando cerca de 31% das camas hospitalares em Espanha, segundo cálculos da associação.

Baltar pediu colaboração público-privada para reduzir as listas de espera, apontando que esse é um dos maiores problemas do sistema. A ASPE reúne 850 associados e 1.300 centros, entre hospitais, clínicas, centros especializados e laboratórios. A proposta é ampliar modelos de convênios e contratos com o setor público.

Proposta de cooperação e contexto institucional

O novo presidente afirmou que a colaboração público-privada deve aproveitar plenamente a capacidade instalada da sanidade privada, com soluções técnicas e organizativas para responder à demanda. Segundo Baltar, a cooperação pode ampliar a oferta sem substituir a função pública.

No entanto, o Ministério da Saúde, sob a condução de Mónica García e Javier Padilla, tem sinalizado resistência ao modelo privado. A proposta de gestão pública teme a privatização, conforme a Lei de Gestão Pública em tramitação, que restringe parcerias com o setor privado, admitindo apenas exceções para situações de inviabilidade, sustentabilidade e qualidade.

Desafios legislativos e cenário político

A lei enfrenta incertezas de aprovação devido ao ritmo da tramitação e às próximas eleições gerais, previstas para o próximo ano. A polarização política e a falta de apoios têm atrasado projetos similares, com impactos na agenda de orçamento e reformas da saúde.

Baltar criticou a posição do Executivo, argumentando que reduzir a oferta assistencial não resolve a demanda. Ele afirmou que decisões pautadas pela ideologia podem atrasar a resolução dos problemas dos pacientes e reforçou a necessidade de manter a capacidade assistencial estável.

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