- A exposição Frida: The Making of an Icon, no Tate Modern, em Londres, analisa a iconicização de Frida Kahlo e as suas ambiguidades.
- A mostra apresenta Kahlo junto de artistas que a influenciaram, como Rio Yañez, que criou a figura Ghetto Frida.
- O material discute a fridamania, incluindo a massificação de produtos com a imagem da artista e iniciativas comunitárias que ajudam as pessoas a “possuir Frida”.
- A curadoria aponta contradições, citando a Frida Barbie de 2018 e o debate entre mercantilização e devoção popular.
- A exposição enfatiza a vida e a obra de Kahlo, destacando sua importância contemporânea e a complexidade de sua personalidade, em cartaz até três de janeiro.
Frida Kahlo é tema de uma grande exposição na Tate Modern, em Londres, com abertura no início deste mês. O projeto, intitulado Frida: The Making of an Icon, coloca a artista em diálogo com a sua imagem pública e com a forma como ela se tornou símbolo de resistência, sem perder de vista as complexidades da sua trajetória.
O espaço reúne a obra de Kahlo ao lado de trabalhos de pares e de artistas que a influenciaram. Entre eles estão grafistas que criam versões satirizadas de Frida, como Ghetto Frida, personagem tatuada com referências a Diego Rivera e Trotsky. A curadoria enfatiza o fenômeno da Fridamania e a relação entre consumo e apropriação cultural.
Fridamania, comércio e propriedade coletiva
A curadora Beatriz García-Velasco destaca tensões entre mercantilização e apropriação comunitária. Embora haja produtos com a imagem da artista, também existem objetos artesanais que a celebram de forma devotada, como nichos e oferendas. A intenção é mostrar a diversidade de formas de relacionamento com Frida.
A exposição examina a evolução histórica da imagem de Kahlo, desde peças massivas até referências joalheiras ou de design. A curadora menciona críticas a produtos como a Frida Barbie, apontando contradições entre sensationalismo comercial e representing de identidades.
Ressonâncias contemporâneas e contexto histórico
A mostra também contextualiza a vida de Kahlo, incluindo suas dores, sua relação com Diego Rivera e a sua intensa produção artística. Obras autorais e autorrepresentações são apresentadas para revelar a complexidade da artista além do arquétipo dedicado e icônico.
Outras leituras abordam o impacto de Kahlo na cultura popular desde os anos 70, quando movimentos feministas passaram a valorizá-la como símbolo de autonomia e de expressão feminina. A curadoria compara a difusão de sua imagem com trabalhos de artistas que a influenciaram ou foram influenciados por ela.
Frida: The Making of an Icon fica em cartaz no Tate Modern, em Londres, até 3 de janeiro. A edição de referência do evento é acompanhada pela obra de Hettie Judah, autora de Lives of the Artists: Frida Kahlo.
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