- O preço do petróleo Brent caiu a níveis não vistos desde antes da guerra com o Irã, passando por volta de 72,48 dólares por barril e, depois, subiu para cerca de 72,63 dólares.
- O tráfego pelo estreito de Hormuz vem se normalizando, com mais navios cruzando a via estratégica após o acordo entre EUA e Irã.
- Em 17 de junho, um Memorando de Entendimento abriu um período de 60 dias para negociações sobre o programa nuclear do Irã e outras medidas, visando encerrar o conflito.
- Cerca de 80 navios teriam cruzado o estreito desde segunda-feira, segundo a empresa de inteligência marítima Kpler, incluindo cargas de petróleo, gás natural liquefeito e fertilizantes.
- Embora tenha havido avanço, o fluxo continua abaixo do nível pré-guerra, e centenas de navios ainda aguardam no Golfo.
O preço do petróleo recuou a níveis não vistos desde antes do conflito com o Irã, à medida que o tráfego pelo Estreito de Hormuz vem se normalizando lentamente. O Brent chegou a ficar abaixo de 72,50 dólares por barril, voltando a 72,63 dólares após a oscilação.
A incerteza geopolítica manteve o mercado volátil, apesar de a evolução diplomática sinalizar negociações para encerrar o conflito. Em 17 de junho, EUA e Irã assinaram um memorando que prevê 60 dias de negociações sobre o programa nuclear e medidas para encerrar a guerra.
Representantes de ambos os lados se reuniram na Suíça no fim de semana, em contato que resultou em cumprimento parcial de sanções dos EUA sobre exportações de petróleo iraniano. O objetivo é facilitar o tráfego comercial pela região.
Movimento no Estreito de Hormuz
Dados da empresa de inteligência marítima Kpler indicam aumento significativo no número de embarcações que atravessam Hormuz desde a assinatura do memorando. Navios transportando petróleo, LNG, fertilizantes e outras cargas passaram pela passagem.
Mediadores do Qatar e do Paquistão disseram que foi criada uma linha de comunicação entre EUA e Irã para evitar mal-entendidos, garantindo passagem segura de navios pelo estreito. A Marítima Internacional classifica o arranjo como importante para o fluxo de comércio.
Dimitris Maniatis, CEO da Marisks, afirma que houve um grande salto no uso do estreito nos últimos dias. Estima-se que cerca de 80 navios tenham atravessado Hormuz desde segunda-feira, após o primeiro giro de negociações.
A Marinha dos EUA também emitiu orientações para rotas por vias ao sul, consideradas seguras e livres de minas, conforme o planejamento estabelecido desde o início do conflito. Em relação ao norte, apenas com autorização iraniana.
Apesar do aumento recente, o tráfego ainda não atingiu os níveis pré-guerra, quando mais de 100 navios cruzavam o estreito por dia. Ainda há centenas de embarcações paradas na região do Golfo.
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